Santa Cruz 0x0 náutico

Clássico tecnicamente fraco acaba sem gols na Arena

Foto: Diego Nigro / JC Imagem – Autor: Alvaro Filho

As vaias das torcidas de Santa Cruz e Náutico no apito final foi o sintoma do futebol fraco apresentado pelos dois times neste domingo (1), na Arena Pernambuco, pela sexta rodada do Campeonato Pernambucano de 2015. O placar de 0x0 foi o requinte de crueldade para o torcedores que compareceram ao estádio.

Melhor em boa parte dos 90 minutos, o Santa Cruz teve a chance de vencer pela segunda vez consecutiva o adversário, mas Betinho, autor do gol da vitória no primeiro confronto, desperdiçou um pênalti aos 8 do segundo tempo.

A melhor chance alvirrubra foi aos 36 do segundo tempo, com Josimar, no primeiro e único chute a gol do Náutico em todo o jogo, defendido por  Fred.

Com o empate, tricolores e alvirrubros, respectivamente, seguem na quarta e quinta colocações na tabela, mas com o Timbu fora da zona de classificação.

Foto: Diego Nigro / JC Imagem

Foto: Diego Nigro / JC Imagem

O JOGO

Sem contar com o volante Edson Sitta, acometido de uma virose, Ricardinho escalou João Paulo e pôs o Santa com três meias em campo.

Se teoricamente ganhou em velocidade, em compensação, logo aos 10 de jogo o improvisado Renatinho sentiu a coxa e foi substituído na lateral esquerda por um discreto Léo Veloso.

Já o Náutico entrou na Arena com a mesma formação do clássico anterior. E a mesma postura, também, esperando o adversário jogar para tentar surpreender no contra-ataque.

O início do clássico foi enfadonho, com o Santa assumindo a postura de mandante e procurando um pouco, mas um pouco mesmo, a iniciativa de jogo.

O cenário só mudou aos 25, quando aconteceu a primeira investida de gol da partida. Waldison, lançado e contando com a ajuda da defesa alvirrubra que pedia sem razão impedimento entrou na área, mas em vez de chutar, cruzou para Betinho chutar em cima do zagueiro, com Júlio César já fora do gol.

Foi de Betinho também a segunda chance do jogo, só aos 40, quando a bola sobrou para ele dentro da área, cara a cara com Júlio César. O chute foi até forte, mas em cima do goleiro.

Na continuação da jogada, nova chance tricolor, com Raniel cruzando para Waldison não alcançar.

Se o Santa tentou, mas não conseguiu acertar, o primeiro tempo terminou sem um único chute a gol do Náutico.

No segundo tempo, Ricardinho tirou Guilherme Biteco, até então um dos pilares da meia tricolor no Estadual, mas sem a mínima inspiração no clássico, colocando Wellignton César.

O jogo recomeçou mais animado, logo com um gol anulado do Santa, após Danny Morais  ser pego no impedimento ao concluir cobrança de falta de João Paulo.

A rede poderia ter balançado para valer aos 7, quando Moisés foi derrubado na área por Renato. Porém Betinho cobrou à meia-altura e facilitou a defesa de Júlio César.

Júlio César pegando pênalti. Foto: Diego Nigro / JC Imagem

Júlio César pegando pênalti. Foto: Diego Nigro / JC Imagem

Em busca ainda do primeiro chute no jogo, aos 10 do segundo o técnico Moacir Júnior trocou Patrick Vieira, se arrastando em campo, por Jefferson Nem.

Coincidentemente, a primeira jogada alvirrubra ocorreu logo depois, aos 16, ainda não com um chute do Náutico, mas com o zagueiro tricolor Danny Morais cortando um cruzamento rente à própria trave.

Logo depois, foi a vez de outro apagado alvirrubro deixar o jogo, Renato, substituído por João Paulo. Na reta final, Ricardinho trocou Betinho por Anderson Silva, e Moacir Júnior tirou o exaurido David para a entrada de Guilherme.

Se foi um time passivo praticamente o jogo inteiro, o Náutico criou suas chances a partir dos 35 do segundo tempo, inclusive com o primeiro chute a gol, nos pés de Josimar, que não conseguiu desviar a bola do goleiro Fred, escorando cruzamento na área.

Parecia que os reservas do Náutico é que iriam resolver o jogo, mas foi o atacante Anderson Aquino quem teve a chance de ouro, recebendo dentro da área livre. Sem velocidade, permitiu o corte da defesa.

FICHA DO JOGO:

Santa Cruz: Fred; Moisés, Alemão, Danny Morais e Renatinho (Léo Veloso); Bileu, João Paulo, Raniel e Guilherme Biteco (Wellington César); Waldison e Betinho (Anderson Aquino). Técnico: Ricardinho.

Náutico: Júlio César; David (Guilherme), Diego, Elivélton e Gastón Filgueira; João Ananias, Filipe Soutto, Bruno Alves e Patrick Vieira (Jefferson Nem), Renato João Paulo) e Josimar. Técnico: Moacir Júnior.

Cartões Amarelos: Diego, Bruno Alves, Patrick Vieira e Danny Morais. Árbitro: Nielson Nogueira Dias. Assistentes: Wlademir de Souza Lins e Ricardo Chianca.

Santa Cruz e Náutico ficam no 0×0 em clássico no Arruda

Santa Cruz e Náutico não fizeram jus ao nome histórico que batiza o duelo entre as duas equipes. Faltou mais emoção no clássico desta quarta-feira, no Arruda, pelo Pernambucano. As duas equipes ficaram muito rígidas às suas propostas de jogo e pouco produziram nos 90 minutos. O Timbu até que foi a equipe que tentou se soltar um pouco mais no gramado e exigiu mais de Tiago Cardoso, que teve atuação destacada com boas defesas. Ainda assim foi pouco para o placar sair do zero. Empate sem gosto para os dois lados.

Com o resultado, o Santa Cruz vai aos quatro pontos em três jogos no Estadual. Os tricolores estão na segunda posição e enfrentam o Salgueiro fora de casa, no próximo domingo. Já o Timbu segue sem vencer – já são seis jogos seguidos – e fica com apenas dois pontos. Os alvirrubros duelam com o Porto, na Arena Pernambuco na rodada seguinte.

O JOGO – Os dois técnicos, Vica pelo lado do Tricolor e Lisca pelo do Timbu, apostaram em formações que congestionaram o meio de campo – o 4-5-1. Sendo assim, a alternativa de jogo para ambos os lados foi explorar as laterais, algo natural. Santa e Náutico até estavam prontos para isso, mas abusaram dessa estratégia em muitos momentos. A disciplina era tamanha que dava a impressão que não havia outra possibilidade de agredir o adversário com chutes de fora da área, por exemplo.

Com os ataques ocorrendo praticamente pelos lados do campo, ficou ‘fácil’ encaixar a marcação. As duas zagas foram bem tanto no jogo aéreo como pelo chão e conseguiram anular os atacantes, que ficaram isolados em muitos momentos. Cassiano, no Santa Cruz, e Hugo, no Náutico, tiveram trabalho para ficar com a bola.

Para as duas equipes faltou apostar mais na saída dos volantes e na quebra da rigidez do esquema do treinador. O Santa Cruz até teve mais posse de bola, mas finalizou com pouco perigo. Quando assustou o goleiro Alessandro, veio com faltas ou falhas da defesa. Já o Náutico foi quem levou maior perigo, justamente quando apostou em algo diferente – Hugo saiu mais da área e conseguiu criar melhores oportunidades. Na melhor delas, acertou a trave de Tiago Cardoso.

Os técnico perceberam que o jogo estava preso na marcação e que precisavam alterar o panorama do encontro. Vica e Lisca usaram suas substituições para isso, mas tiveram pouco sucesso. O técnico coral é quem deve lamentar mais por conta do baixo rendimento dos seus acionados. Já Lisca deve estar lamentando até agora as bolas perdidas por Marcos Vinícius, três ao todo. Náutico ficou perto do gol nos minutos finais, mas parou em Tiago Cardoso.

FICHA DA PARTIDA – SANTA CRUZ 0X0 NÁUTICO

Santa Cruz – Tiago Cardoso; Oziel, Everton Sena, Renan Fonseca e Panda; Sandro Manoel, Luciano Sorriso, Raul (Renatinho), Carlos Alberto (Pingo), Jefferson Maranhão (Flávio Caça-Rato); Cassiano. Técnico: Vica.

Náutico – Alessandro; Hélder Maurílio, Luiz Alberto (William Alves), Flávio e Izaldo (Zé Mário); Elicarlos, João Ananias (Marcos Vinícius), Dê, Carmona e Yuri; Hugo. Técnico: Lisca.

Pernambucano. Local: Arruda, Recife (PE). Árbitro: Emerson Sobral. Auxiliares: Clovis Amaral da Silva e Albino de Andrade Junior. Gols: Não houve. Amarelos: Hélder Maurílio (N) e Cassiano (SC).