Santa Cruz 1×1 Sport

Em jogo tenso, no Arruda, Santa Cruz e Sport empatam

Ficha da Partida

Santa Cruz 1
Julio Cesar; Vitor, Jaime, Bruno Silva e Roberto; Elicarlos (Wellington Cézar), David, André Luís e Thomás (Thiago Primão); Everton Santos e Halef Pitbull (William Barbio). Técnico: Vinícius Eutrópio.

Sport 1

Magrão; Samuel Xavier, Ronaldo Alves, Durval e Mansur; Rithely, Ronaldo (Rodrigo), Everton Felipe (Lenis), Diego Souza e Rogério; Leandro Pereira (André). Técnico: Daniel Paulista.

Estádio: Arruda (Recife-PE). Horário: 16h30. Árbitro: Sebastião Rufino Filho (PE). Assistentes: Marlon Rafael Gomes de Oliveira (PE) e Bruno César Chaves Vieira (PE). Gols: Diego Souza (40’ do 1T, Sport), Halef Pitbull (14’ do 2T, Santa) Cartões amarelos: Thomás, Halef Pitbull, André Luís, Julio Cesar e Wellington Cézar (Santa Cruz); Leandro Pereira, Ronaldo, Rogério (Sport). Cartão vermelho: André Luís (Santa Cruz). Público: 12.408. Renda: 135.830,00.

Grafite dá azar e Clássico das Multidões termina igual

O Santa Cruz até tomou mais a iniciativa, mas o Sport teve suas chances claras de gol no Clássico das Multidões deste domingo (10). Por isso, o empate por 1×1 terminou fazendo justiça à produção ofensiva dos dois times. Com o resultado, o time do Arruda confirmou a quarta posição no Hexagonal do Título e vai enfrentar o Náutico numa das semifinais. O Leão já tinha confirmado o terceiro lugar e seu adversário será o Salgueiro, mesmo algoz da semi do ano passado.

O Santa Cruz precisava ganhar e tentou ser mais agressivo. Não conseguiu porque o Sport adotou a estratégia de quem não tinha grandes obrigações: posicionou o time inteiro em seu campo defensivo para jogar no erro do rival. Aos dois times faltaram elementos para concretizarem suas estratégias. O Santa, mobilidade para ludibriar a marcação. Ao time da Ilha faltou a mesma compactação para dar opções de passe a quem tinha a bola.

Foto: Guga Matos/JC Imagem.

Foto: Guga Matos/JC Imagem.

A partir dos 20 minutos, o Santa conseguiu encontrar os espaços entre as linhas do Sport e o jogo ficou de um lado só. Aos 31, Keno arrancou pela ponta esquerda e rolou para Grafite chutar à esquerda. Dois minutos depois os dois jogadores inverteram e Grafite saiu da área para buscar a bola e ser o garçom de Keno. Ele tocou por baixo de Danilo Fernandes e pôs os corais à frente.

Depois do gol os rubro-negros tentaram acelerar o jogo mas tiveram dificuldade pelos seus meias não acompanharem o ataque. Mesmo com o longo tempo inativo, ficou com o chileno Mark González a inspiração do lado vermelho e preto. Antes do gol do Santa ele deixou Everton Felipe cara a cara com Tiago Cardoso mas o garoto mandou por cima. Já com prejuízo no placar, ele foi para o lado direito e serviu Vinícuis Araújo. Novamente de frente para o gol, a bola foi por cima.

Os leoninos voltaram para o segundo tempo com uma mudança de posicionamento. Mark González trocou a ponta esquerda pela direita com Everton Felipe. Mas o Sport ainda tinha dificuldade para criar situações de finalização pela falta de um jogador no corredor central. A bola girava pelo meio, mas quando o time partia verticalmente era sempre pelos lados do campo.

Por isso conseguiu seu gol apenas na bola parada. Tudo começou com uma falta cobrada por González que Serginho desviou e Tiago Cardoso mandou a escanteio. na cobrança desse escanteio, Luiz Antônio mandou no primeiro pau onde estava Grafite. Você não leu errado. O atacante coral estava no primeiro pau para defender mas, talvez por instinto, falta de concentração ou as duas coisas, fez o movimento de cabeça contra o próprio patrimônio e deixou tudo igual.

Com tudo igual pareceu que os dois times ficaram satisfeitos com o resultado. O técnico Milton Mendes tirou a velocidade dos tricolores ao sacar Lelê e Keno. No Sport, Thiago Gomes reforçou o meio de campo para evitar a pressão. Na ligação direta, o Santa Cruz deu dois sustos, mas ao final o empate terminou sendo justo.

GRAFITE EM DIA DE OSÉAS
A cabeçada não foi tão contundente, mas o gol contra marcado por Grafite remonta à famosa cabeçada de Oséas num Palmeiras e Corinthians em 1998. O cabeludo defendia o Verdão e, numa cobrança de escanteio subiu tão alto quando G23. Por ironia, o placar daquele jogo foi o mesmo do Clássico das Multidões: 1×1.

MARK
Mesmo recuperado, o chileno era uma incógnita. Mas desfez qualquer dúvida a seu respeito com mobilidade e criatividade. As três melhores oportunidades de gol do Sport saíram de seus pés. O técnico Falcão ganhou um bom reforço para a reta final do Estadual e do Nordestão.
FICHA TÉCNICA

Santa Cruz – Tiago Cardoso; Vítor, Danny Morais, Neris e Allan Vieira; Uillian Correia, João Paulo e Lelê (Daniel Costa); Arthur (Wallyson), Grafite e Keno (Wellington Cézar). Técnico: Milton Mendes.

Sport – Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Durval, Oswaldo Henríquez, Christiano; Serginho, Ronaldo (Neto Moura), Luiz Antônio; Everton Felipe, Vinícius Araújo e Mark González (Fábio). Técnico: Thiago Gomes (interino).

Local: Arruda. Árbitro: Gleydson Ferreira Leite. Assistentes: Elan Vieira de Souza e Albert Junior. Gols: Keno, aos 33 do primeiro tempo. Grafite (contra), aos dez do segundo. Cartões amarelos: Keno, Ronaldo e Serginho. Público: 16.377. Renda: R$ 296.970.

Igualdade no Arruda: melhor para o Sport

Daniel Leal – Diario de Pernambuco

Yuri de Lira – Diario de Pernambuco

A liderança do Campeonato Pernambucano estava em jogo. O que mais importava para o Santa Cruz, no entanto, não se voltava à uma posição mais alta na tabela. Depois de três derrotas para o Sport na temporada, era preciso vencer a todo custo. Para não fazer crescer hegemonia do rival em confrontos diretos. E avisar que o time poderia, sim, brigar de igual para igual pelo título e conseguir o tetra. Na noite desta quarta-feira, no Arruda, o Leão não foi o mesmo dos confrontos de outrora. Mesmo assim, o Tricolor não deu a sua resposta. Empate em 1 a 1. O resultado deixa os comandados do técnico Eduardo Baptista no topo. O time coral, por sua vez, caiu da segunda para a terceira colocação e segue sem ganhar dos leoninos em 2014.

A partida sendo televisionada, o horário inconveniente para a torcida (22h) e as equipes com a vida encaminhada no Pernambucano foram situações que ajudaram a afastar o público do estádio. O fato de o jogo ter sido o quarto encontro das equipes em exatos 20 dias também contribuiu para uma presença pouco massiva das duas torcidas. Banalizou-se o clássico.

Com os resultados dos jogos que aconteceram mais cedo, os tricolores entraram em campo praticamente garantidos nas semifinais. Mesmo se não tivesse ganho nesta quarta, teriam que perder uma vantagem absurda de no saldo de gols para o Salgueiro na última rodada do hexagonal para ser eliminado. Matematicamente garantido na fase seguinte da competição, o Sport foi frio. A postura dos leoninos acabou sendo diferente dos outros três clássicos. Iniciou o jogo sem tomar iniciativas. Aceitou a maior posse de bola dos tricolores. O lado esquerdo, com Renê e Danilo, não funcionou como deveria. As descidas do ataque eram esporádicas.

Tendo mais posse de bola e um meio-campo mais leve após a entrada de Natan (Carlos Alberto sentiu dores lombares), o Santa foi superior no primeiro ato. Aos 39 minutos, o meia Raul protagonizou um lance que foi raro em suas atuações neste ano. Cruzou na cabeça de Léo Gamalho. Requintes de perfeição. O atacante subiu mais que Durval e cabeceou para baixo. Magrão não foi capaz de impedir o gol: 1 a 0. Raul, que tem sido incentivado pela torcida desde quando externou sua desmotivação por conta de críticas, saiu para o intervalo ovacionado. Desta vez, os elogios dos torcedores soaram sinceros.

Segundo tempo

Os tricolores seguiram melhores na etapa final. Recém-recuperado de uma lesão na coxa direita e ainda sem ritmo, Natan precisou ser substituído. A equipe coral perdeu no quesito criatividade. Ainda assim, teve o domínio das ações. Renan Oliveira entrou e até deu mais movimentação ao Sport. Depois de jogada na grande área coral aos 35, Ewerton Páscoa empatou: 1 a 1. Silêncio fúnebre na torcida tricolor (a exceção dos gritos de “burro” para Vica) até o fim do jogo e empate comemorado pelos rubro-negros.

Confrontos no Arruda (falta atualizar)

Vitória do Sport 49

Vitórias do Santa Cruz 48

Empate 61

158 jogos

Santa Cruz 1

Tiago Cardoso; Oziel, Everton Sena, Renan Fonseca e Zeca; Sandro Manoel, Luciano Sorriso, Natan (Jefferson Maranhão – intervalo) e Raul; Flávio Caça-Rato (Nininho – aos 22’ do 2ºT) e Léo Gamalho.

Técnico: Vica

Sport 1

Magrão; Patric, Ferron, Durval e Renê; Rodrigo Mancha, Ewerton Páscoa, Ailton (Renan Oliveira – intervalo), Danilo (Bruninho – aos 19’ do 2ºT) e Felipe Azevedo; Neto Baiano (Leonardo – intervalo).

Técnico: Eduardo Baptista.

Estádio: Arruda (Recife-PE)

Árbitro: Sebastião Rufino Filho/PE

Assistentes: Elan Vieita e Wlademir Souza Lins, ambos de PE

Gols: Santa Cruz – Léo Gamalho (aos 39’ do 1ºT); Ewerton Páscoa (aos 35’ do 2ºT)

Cartões amarelos: Santa Cruz – Oziel (aos 12’ do 2ºT); Sport – Renan Oliveira (aos 5’ do 2ºT), Renê (aos 14’ do 2ºT) e Magrão (aos 43’ do 2ºT)

Público: 13.489

Renda: R$ 216.830,00