Santa Cruz 1×2 Paysandu

Desconcentrado e sem criação, Santa perde em casa e vai enterrando sonho do acesso

Ficha do Jogo

Santa Cruz 1
Julio Cesar; Alex Travassos (Nininho, aos 11’ do 2ºT), Anderson Salles, Bruno Silva e Thiago Costa; Derley, João Ananias e Thiago Primão; André Luis (Augusto, aos 28’ do 2ºT), Bruno Paulo (Jacsson, aos 8’ do 2ºT) e Ricardo Bueno. Técnico: Givanildo Oliveira.

Paysandu 2
Emerson; Ayrton, Perema, Gualberto e Perí; Nando Carandina (Wellinton Junior, aos 33’ do 2ºT), Renato Augusto e Rodrigo; Magno (Fábio, aos 31’ do 2ºT), Bergson e Anselmo. Técnico: Marquinhos Santos.

Estádio: Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (PB)
Assistentes: Oberto da Silva Santos (PB) e Kildenn Tadeu Morais de Lucena (PB)
Gols: Ricardo Bueno (aos 37’ do 1ºT) (S); Airton (aos 2’ do 2ºT) e Bergson (aos 41’ do 2ºT) (P)
Cartões amarelos: Alex Travassos, Bruno Silva, Derley e Nininho(S); Peri, Nando Carandina, Magno, Bergson, Fabio e Wellinton Junior(P)
Expulsão: Julio Cesar (S)
Público: 3.063
Renda: R$30.030,00

‘Lei do ex’ derruba o Santa Cruz pela segunda vez em casa

Autor: Wladmir Paulino

Existe uma lei não inclusa nas 17 regras do futebol: o ex-jogador de um time, quando o enfrenta, marca gol. Se é atacante, então, eleve isso ao cubo. Pois essa lei foi cruel com o Santa Cruz nesta terça-feira (8). Um gol de Betinho, campeão pernambucano há quatro meses com os corais, deu a vitória ao Paysandu em pleno Arruda, por 2×1. Foi a primeira derrota do time em casa sob o comando de Marcelo Martelotte, a segunda em toda competição.

O Santa Cruz vestiu o figurino do mandante, inclusive como mandam os manuais: adiantou a marcação e acelerou a troca de passes, sempre na vertical. Mas noo meio do caminho tinha Ivan. Não era terrível como o czar russo, mas sufocou alguns gritos de gol da torcida coral. O primeiro de João Paulo. O camisa 10 fez daquelas jogadas pela linha de fundo que você não sabe onde ele encontrou espaço. E ainda mais para passar por dois adversários. Na hora de finalizar Ivan fechou o ângulo e ele tentou por cobertura. Thiago Martins estava lá para afastar.

Depois foi a vez de Grafite. O 23 passou pelo marcador como quis e chutou rasteiro. Ivan defendeu. Até agora não se falou nada de Paysandu porque o time paraense apenas assistiu os donos da casa jogarem. E devem ter gostado do lençol de Grafite seguido e chute de primeira raspando o travessão aos 30. Por pura ironia do destino os visitantes resolveram falar aos 33. E sabe a palavra que disseram: gol. Leandro Cearense lançou Jhonnatan na área. Ele livrou-e de Vítor e bateu forte e alto: 1×0.

O gol emudeceu os corais. Como num passe de mágica desmoronaram a velocidade e a pegada. Agora era o Paysandu quem tocava a bola com facilidade até o círculo central. À exceção de um cruzamento rasteiro de Luisinho que Pikachu afastou, nada mais aconteceu. Ah, e por falar no Pokemon mais famoso, o lateral bicolor não encontrou espaço. Atraiu as atenções e abriu um buraco lá do lado esquerdo, de onde saiu o gol.

Na volta para a etapa final Martelotte não tinha outra coisa a fazer a não ser soltar mais o time. Por isso tirou um volante (Moradei) para acionar o meia Renatinho. A intenção era mais qualidade na saída de jogo. Mas o Paysandu aprendeu a marcar depois de pular na frente do placar e endureceu as ações. Por isso, nova mudança. Agora foi Diogo Campos quem saiu para entrada de Anderson Aquino.

Essa surtiu efeito rápido. Aos 15 minutos ele lançou João Paulo. Thiago Martins foi na jogada e atingiu o camisa 10 do Santa. Pênalti que Grafite bateu forte, rasteiro e no canto direito. Começava tudo de novo. E recomeçou dentro de um mesmo equilíbrio. Sim, o Santa era mais perigoso principalmente porque tinha mais gente qualificada do meio para a frente. Mas ao mesmo tempo largava um pouco o sistema defensivo. E o Paysandu tinha espaço. O que não tinha era o último passe. O Santa quase vira aos 23 numa cabeçada de Aquino no travessão.

Os paraenses demoraram pera ‘pegar’. Mas quando conseguiram engataram a quinta marcha novamente pelo lado que o jogo todo teve menos cuidado pelos pernambucanos e ainda havia o perigo de ser vítima da maldição do ex. João Lucas foi à linha de fundo e era justament ele, o ex, Betinho quem estava lá. Tiago Cardoso espalmou para a frente e Betinho só empurrou para as redes. Logo ele que foi tão criticado quando vestia a camisa vermelha preta e branca.

Ficha do jogo:

Santa Cruz: Tiago Cardoso; Vítor, Néris, Alemão e Lúcio; Wellington, Moradei (Renatinho) e João Paulo; Diogo Campos (Anderson Aquino), Luisinho e Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

Paysandu: Ivan; Yago Pikachu, Thiago Martins, Dão (Fernando Lombardi) e João Lucas; Augusto Recife, Jhonnatan, Gilson e Carlinhos (Edinho); Leandro Cearense (Betinho) e Welinton Júnior. Técnico: Dado Cavalcante.

Local: Arruda. Árbitro: Paulo Roberto Alves Júnior (PR). Assistentes: Moisés Aparecido de Souza e Rafael Trombeta (ambos PR). Gols: Jhonnatan, aos 33 do primeiro tempo. Grafite, aos 16; Betinho, aos 38 do segundo. Cartões amarelos: João Paulo, Ivan, Fernando Lombardi, Thiago Martins, João Lucas e Welinton Júnior.