Santa Cruz 1×2 Sport

Sport vence o clássico e está na final da Copa do Nordeste

Por: Aurino Rosendo

Não deu para o Santa Cruz. A tarefa que era bastante complicada se tornou bastante difícil pelas circunstâncias do jogo desta quarta-feira (19) e a equipe tricolor perdeu por 2×1 para o Sport Recife, com o gol coral marcado por Léo Gamalho. Jogando no Arruda, o Tricolor procurou lutar, mas teve dois jogadores expulsos e se deparou com uma noite difícil do árbitro Sandro Meira Ricci para acabar com as pretensões de uma reviravolta nas semifinais da Copa do Nordeste.

O TIME: O técnico Vica mandou a campo a seguinte escalação: Tiago Cardoso, Oziel, Éverton Sena (Leandro Souza), Renan Fonseca e Nininho; Sandro Manoel, Luciano Sorriso, Carlos Alberto (Pingo) e Raul; Caça-Rato (Memo) e Léo Gamalho.

O JOGO: Restava ao Santa Cruz correr atrás do prejuízo durante os 90 minutos para se manter com chances de título na Copa do Nordeste. No Arruda, a tarefa era se desdobrar para reverter a vantagem do rival Sport Recife.

Em uma situação tranquila, o adversário tinha apenas de administrar. E fez isso antes mesmo de a partida começar. Antes da bola rolar, o rubro negro entrou em campo com a sua primeira camisa, muito semelhante a do Santa Cruz. Obviamente, o árbitro Sandro Meira Ricci solicitou que o time visitante colocasse o uniforme alternativo.

Após o imbróglio com o uniforme do rival, que durou aproximadamente 10 minutos, a equipe tricolor tinha de ter ao máximo o nervosismo para chegar ao gol e abrir o placar.

Com o absurdo número de dez faltas nos primeiros 15 minutos de jogo, ficou claro que o jogo estava mais do que nervoso. O Sport não queria dar espaço para o Santa Cruz e o Tricolor, agoniado com o placar desfavorável, atuava de maneira intranquila.

A primeira chance de algum perigo de ataque veio aos 13 minutos, pelo lado do Santa Cruz com Léo Gamalho. O atacante Coral tentou uma jogada pelo lado direito da área adversária e finalizou para fora do pouco.

Em um jogo muito disputado, o árbitro Sandro Meira Ricci apitava tudo o que via pela frente. Acabou vendo o que não existia. Aos 19 minutos, o zagueiro Éverton Sena se chocou com Neto Baiano e na sequencia da jogada atingiu a bola de maneira imprudente, acertando o marcador com um chute na cabeça. O que era um lance para cartão amarelo, acabou resultado na expulsão do defensor coral.

Com um a menos, o Santa Cruz fez o que pode para se manter no jogo. O técnico Vica promoveu a entrada de Leandro Souza no lugar de Raul para recompor o sistema defensivo. A partir daí a equipe tricolor viu as dificuldades aumentarem ainda mais.

O que já estava muito difícil ficou ainda pior com a contribuição de Ricci. No minuto 31 da primeira etapa, o juiz marcou pênalti de Leandro Souza em Felipe Azevedo. Pelas imagens da TV, foi visível que o zagueiro não encostou no atacante. Injustamente, o zagueiro tomou cartão amarelo na jogada. Para amenizar o erro da arbitragem, Neto Baiano chutou a penalidade na trave esquerda do goleiro Tiago Cardoso.

Procurando manter o equilíbrio, a equipe tricolor tentou esboça algum lance de reação, mas acabou sofrendo um baque irreparável. Aos 40 minutos, Leandro Souza expulso por falta dura no campo de ataque em Durval. O Santa Cruz ficou com somente nove jogadores em campo.

Em circunstância totalmente adversas para os donos da casa, o Sport Recife acabou tirando proveito da situação. Aos 44, Renê, do lado esquerdo de ataque, cruzou a bola para a pequena área e Rithely conferiu. 1×0 para Sport Recife. O primeiro tempo chegou ao final com o santa Cruz tendo de vencer por 4×1 para se classificar.

SEGUNDO TEMPO: Em uma missão praticamente impossível, o técnico Vica tentou recompor a equipe. Ele promoveu a entrada do volante Memo no lugar do atacante Caça-Rato. E deslocou o volante Luciano Sorriso para a zaga.

Era tudo ou nada e os Tricolores foram em busca do tudo. E logo no primeiro minuto da segunda etapa diminuíram o drama. Em um de saída de bola dos marcadores, Léo Gamalho foi oportunista e colocou a bola para dentro do gol.

Na base da vontade, aos 6 minutos, Léo Gamalho tramou uma jogada rápida de ataque e acabou parado com falta por Durval. Parecia que as coisas melhorariam para o Santa Cruz.

No entanto, não demorou muito para o Tricolor sofrer mais um revés na partida. Aos 10 minutos, Patric chutou de fora da área e a bola desviou em Sorriso, matando Tiago Cardoso, e indo parar no fundo do gol.

Depois disso a equipe tricolor acusou o golpe e trabalhou da maneira que podia para seguir o jogo de forma honrosa. Era preciso manter o equilíbrio para atuar de maneira convincente diante do torcedor e evitar um placar desastroso.

Retraída, a equipe tricolor procurou dar atenção a parte defensiva e se dedicou a conter as investidas do adversário. Sem querer muita coisa com o jogo, o Sport Recife não foi capaz de incomodar o sistema defensivo coral. Os rubro negros sinalizaram que o resultado estava de ótimo tamanho.

E foi isso. Após o segundo gol do Sport Recife, o jogo ficou mais do que morno, sem nenhuma grande jogada ofensiva. O apito final veio, confirmando que o sonho do Santa Cruz em conquistar o inédito título da Copa do Nordeste foi adiado para 2015.

Desclassificado do Nordestão, o Santa Cruz foca as atenções na disputa do Campeonato Pernambucano, onde luta pelo tetra da competição. Na penúltima rodada do hexagonal, domingo (23), na Arena Pernambucano, a equipe tricolor tem pela frente um Clássico das Emoções contra o Náutico. O jogo é uma boa oportunidade para os corais mostrem que a eliminação no regional não vai abalar em nada as pretensões do clube para a sequência da temporada.