Sochi

Em um GP comovente, Hamilton é o primeiro a vencer em Sochi

Hamilton vence pela nona vez na temporada – Por F1Team

A 16ª etapa da temporada abriu com a estreia da Rússia no circo da Fórmula 1. E como algo novo, Sochi poderia ter sido cercada somente por momentos alegres. No entanto, o clima de pesar, de comoção, tomou conta do início da corrida.  As homenagens a Jules Bianchi vieram de todas as partes. Das equipes, dos pilotos que formaram um circulo de oração antes da volta de apresentação e da sua equipe – Marussia –  que levou todos os seus funcionários para a linha de largada e exibiram a placa “Racing for Jules” (“correndo por Jules” – em livre tradução).

Com todas as homenagens devidamente prestadas, Hamilton cravou seu nome no GP russo. O inglês se tornou o primeiro piloto a vencer no traçado de Sochi. Largando na ponta, Lewis conseguiu sustentar a pole apenas por alguns segundos, até ser ultrapassado por seu companheiro de equipe que, antes, travou seus compostos.

Como Nico teria passado reto, o time da Mercedes obrigou o piloto a devolver a posição ao líder do campeonato. Na sequência, Rosberg foi obrigado a entrar nos boxes e efetuar sua primeira troca de pneus.

Depois desse susto, nada conseguiu frear a soberania de Hamilton, que correu com folga até receber a quadriculada em primeiro lugar. Rosberg, que tinha voltado nas últimas posições, fez uma corrida excepcional. Escalou quase todo o grid e terminou a corrida no segundo posto. Com mais essa dobradinha, a esquadra da Mercedes conquistou o Mundial de Construtores com quatro provas de antecedência.

Em terceiro lugar apareceu Valtteri Bottas. O outro piloto da Williams – Felipe Massa – concluiu a etapa russa em 11º.

A corrida:

Chegamos ao GP da Rússia com uma bela homenagem dos pilotos ao jovem Jules Bianchi. O francês sofreu um grave acidente na etapa anterior, no Japão, e ainda está em coma em estado crítico. Antes de tudo começar, os pilotos formaram um grande círculo de oração no grid, passando, assim, força para o francês e seus familiares. A Marussia reuniu seus funcionários na linha de largada e exibiu a placa “Racing for Jules” (que significa “correndo por Jules” – em livre tradução).

Pilotos fazem roda de oração por Bianchi antes da largada

Pilotos fazem roda de oração por Bianchi antes da largada

Com as homenagens feitas, os carros seguiram para a volta de apresentação. A expectativa girava em torno da disputa particular entre os dois carros da primeira fila. Com o favoritismo da pole confirmada, Lewis Hamilton, líder do campeonato, teria que segurar o ímpeto do seu companheiro de equipe – Nico Rosberg – que estava logo atrás.

E a largada foi impressionante! Com a luz verde acionada, Hamilton até que permaneceu na frente por alguns segundos. Na sequência, Nico Rosberg conseguiu ultrapassar seu companheiro de equipe antes de completar a segunda curva, mas passou reto e foi informado pela equipe que teria que devolver a posição para o Inglês. Além disso, Nico teve os pneus comprometidos durante a largada e foi obrigado a entrar nos boxes.

Massa também entrou cedo para trocar seus compostos. A estratégia da Williams era que o piloto brasileiro permanecesse na pista até o final da prova.

Com cinco voltas completadas, os dez primeiros eram: Hamilton, Bottas, Button, Alonso, Magnussen, Vettel, Ricciardo, Vergne, Raikkonen e Kvyat.

Com a volta mais rápida (1min44s080), Hamilton já seguia abrindo 2s de vantagem para o segundo colocado. Isso na volta de número 7.

A superioridade de Hamilton era clara no traçado russo. O piloto inglês seguia voando baixo em Sochi. A distância entre ele e Valtterri Bottas, segundo colocado, chegou a 3s3.

O primeiro piloto a deixar o GP da Rússia prematuramente foi o da Marussia, Max Chilton. Segundo a equipe, o carro pode ter sofrido com uma falha no freio e na suspensão.

Felipe Massa, que tinha alinhado na 18ª posição, fez uma excelente prova de recuperação. Após voltar em último por ter parado nos boxes, o brasileiro tomou conta da 12ª posição, bem atrás de Nico Rosberg. Isso na volta de número 18.

Na volta 20, o top-10 formava com: Hamilton, Bottas, Button, Alonso, Magnussen, Vettel, Vergne, Raikkonen, Kvyat e Nico Rosberg.

Rosberg, no giro 21, já entrava na zona de pontuação. Com a ultrapassagem em cima de Sergio Pérez, o piloto alemão assumiu a décima colocação. Massa seguiu colado no mexicano.

Hamilton continuou liderando com facilidade. Na volta 27, ele já colocava um pouco mais de 12s em cima do segundo colocado, Valtteri Bottas. Nico escalava o pelotão da frente, e já era o sétimo colocado. Massa não conseguia deixar Sergio Pérez para trás e continuava na 11º posição.

Contrariando a ideia de uma parada só, Massa voltou para os boxes na 28ª volta e retornou para a pista na frente do mexicano Sergio Pérez.

Com 30 voltas completadas, a corrida em Sochi se resumia mesmo entre os carros da Mercedes. Com Hamilton na ponta, era a vez de Nico pisar fundo. O alemão já estava na quarta posição.

Nesse ponto, os dez primeiros eram: Hamilton, Vettel, Magnussen, Rosberg, Button, Magnussen, Alonso, Ricciardo, Gutiérrez e Kimi Raikkonen.

Incrível a corrida feita por Nico Rosberg. Largando em segundo, obrigado a entrar nos boxes logo nas voltas inicias para efetuar uma troca de pneus, voltou para a pista nas últimas posições, pisou fundo, escalou todo o pelotão da frente e assumiu a segunda posição na volta de número 31.

Restando 20 voltas para o final, a distância entre os dois pilotos da Mercedes era de 19s7.

Mesmo com Nico Rosberg fazendo a melhor volta da prova (1min42s770), e andando em um ritmo melhor que seu companheiro de equipe, o alemão só encostaria em Hamilton se o carro de segurança entrasse na pista.

Após 45 giros no traçado de Sochi, os dez primeiros eram: Hamilton, Rosberg, Bottas, Button, Magnussen, Alonso, Ricciardo, Vettel, Raikkonen e Sergio Pérez.

Com sete voltas para o fim do GP, Hamilton seguia sobrando na pista. A distância entre o inglês e o segundo colocado era de 19s. Além de ter aumentado seu ritmo, Lewis também cravou a melhor volta da prova (1min41s853).

Com duas voltas para o fim, Hamilton seguiu pisando fundo no acelerador. O inglês não estava acomodado e cravou, novamente, a melhor volta da corrida (1min41s606). Mas não demorou muito e, em seguida, Bottas desbancou o tempo de Lewis (1min41s544). Na reta final, Rosberg tirou o melhor tempo que era da Williams. Mas, no último giro, o finlandês cravou 1:40.896 e ficou com a volta mais rápida.

Sem dar chances para os adversários, Hamilton confirmou todo favoritismo em Sochi e cravou sua nona vitória na temporada. O primeiro GP da Rússia tem o nome do inglês no ponto mais alto do pódio. Na segundo posição, e fazendo uma prova de recuperação espetacular, cruzou Nico Rosberg. O terceiro lugar no pódio foi ocupado por Valtteri Bottas. O brasileiro Felipe Massa, após largar na 18º posição, terminou a etapa russa em 11º.

GP Rússia

Com direito a homenagem a Laís, Brasil termina dia do bobsled em 28º

Por Direto de Sochi, Rússia

As metas do Brasil eram modestas. Chegar em segurança ao final da pista era a principal delas, ainda mais depois que um dos trenós do Canadá virou e causou apreensão no Complexo Sanki. Com duas descidas sem maiores incidentes, o quarteto formado por Edson Martins, Edson Bindilatti, Fábio Gonçalves e Odirlei Pessoni terminou o primeiro dia de disputas da modalidade em 28º lugar entre 30 inscritos. Com sorriso no rosto, ainda homenagearam Laís Souza, que se recupera de uma lesão na coluna cervical, após cruzarem a linha de chegada.

– Essas Olimpíadas estão representando uma recuperação para Laís. Estávamos muito comovidos com o acidente e muito feliz com a recuperação dela, então partiu de nós quatro essa homenagem. É o que a gente pode fazer para confortar ela e a família. Tem muito processo (de recuperação) pela frente ainda, mas é uma ação carinhosa que a gente pode fazer. Melhoras, Laís. Você vai sair dessa numa boa, pode ficar tranquila – disse o piloto Bindilatti.

Quarteto do Brasil conseguiu fazer bem as duas descidas no bobsled (Foto: Reuters)

 Os brasileiro voltam à pista neste domingo. Serão mais duas descidas para definir os campeões olímpicos. No entanto, apenas as 20 melhores equipes participarão da segunda bateria do dia, quarta no total. O início da disputa está marcado para 6h30 (de Brasília). O SporTV transmite ao vivo e o SporTV.com acompanha em Tempo Real.

bobsled torcida Isabel Clark, Iván, Isadora Williams Brasil Sochi (Foto: Helena Rebello)Isabel Clark e Isadora Williams na torcida do Brasil no bobsled (Foto:Helena Rebello)

Com a snowboarder Isabel Clark e a patinadora Isadora Williams na torcida, o Brasil foi o 29º time a descer no gelo. Na primeira descida, completaram o percurso de 1.814m em 56s86, 2s04 atrás da equipe número 1 da Rússia, que liderou a tomada de tempo com direito a recorde da pista.

Na segunda rodada, um acidente calou torcedores, atletas e profissionais que trabalhavam no local. Na última curva, o trenó da equipe número 3 do Canadá perdeu o controle e virou. Os atletas foram raspando os capacetes no gelo até pararem completamente e poderem receber auxílio médico. O telão cortou as imagens do socorro, e o clima de apreensão se instaurou. Os suspiros de alívio vieram apenas dois minutos depois, já com a imagem dos competidores de pé, caminhando até a saída do percurso. Como cruzaram a linha de chegada, mesmo de cabeça para baixo, eles não foram eliminados. Só que despencaram da oitava para a 30ª colocação.

Passado o susto, o Brasil voltou à pista para melhorar o tempo em relação à primeira tomada de tempo. Com 56s74, o quarteto ficou à frente do Canadá e da Coreia do Sul.

– A gente sabe que não dá para fazer milagre com o trenó. Estamos extraindo o máximo do push, da pilotagem, mas a gente sabe que está muito atrás nesta parte de material. Mas não é um empecilho para a gente não. A gente sabe que, daqui a pouco, vai conseguir coisa boa – completou Bindilatti.

O trenó Rússia 1 fechou o dia de competições em 1º lugar, com o somatório de 1m50s19. A Letônia, que estava em quinto na primeira descida, foi a equipe mais veloz na segunda perna e chegou à metade da disputa em segundo, com 1m50s23. A Alemanha 1 está em terceiro (1m50s35), um centésimo à frente dos Estados Unidos 1, trenó liderado pelo atual campeão olímpico do evento, Steven Holcomb.