Spain 2014

Brasil é arrasado pela Sérvia e cai no Mundial

Por  Agência Estado

Depois de uma vitória histórica diante da Argentina, a seleção brasileira masculina de basquete apresentou erros antigos, que pareciam já superados, e foi atropelada pela Sérvia nesta quarta-feira, em Madri. Em meio a um jogo equilibrado o incrível apagão no terceiro quarto – em que foi derrotado por 29 a 12 – determinou a derrota do Brasil por 84 a 56, e o fim do sonho de voltar às semifinais de um Mundial.

Se no domingo a seleção desempenhou um basquete de encher os olhos contra os até então algozes argentinos, nesta quarta teve uma performance muito mais parecida com aquela equipe que passou 16 anos sem se classificar para uma Olimpíada. Isso porque o Brasil voltou a pecar no lado emocional, algo muito comum àquela geração.

O time brasileiro entrou no terceiro período perdendo apenas por cinco pontos, mas após uma falta de Anderson Varejão reclamou demais com a arbitragem. Duas faltas técnicas foram distribuídas a Sérvia bateu seis lances livres, abriu vantagem e a partir daí o Brasil não conseguiu mais voltar para o jogo. Aos sérvios restou aproveitar o destempero adversário e administrar o duelo.

Melhor para a equipe europeia, que garantiu vaga nas semifinais e agora espera o classificado do confronto entre a dona da casa, a Espanha, e a França, ainda nesta quarta-feira, para conhecer seu adversário. A outra semifinal já estava definida, entre Estados Unidos e Lituânia. Já o time brasileiro volta para casa de mãos vazias, sabendo que precisará melhorar se quiser buscar algo maior nos Jogos Olímpicos do Rio de 2016.

O destaque da vitória sérvia foi o armador Teodosic, autor de 23 pontos e principal nome da equipe quando o jogo ainda estava equilibrado. Bogdanovic ainda contribuiu com 12. Pelo Brasil, Anderson Varejão e Marquinhos, com 12 pontos cada, eram os responsáveis por manter o time no jogo nos dois primeiros períodos, mas afundaram com os outros colegas após o intervalo.

O JOGO O Brasil começou tendo dificuldade para brecar o armador Teodosic, que conseguia espaço para arremessar a cada corta-luz no garrafão adversário. A defesa brasileira melhorou a pressão no perímetro, mas aí os altos alas da Sérvia aproveitaram para infiltrar e fazer bandejas fáceis, sem qualquer contestação.

Quando erravam, os sérvios paravam o contra-ataque brasileiro, ponto onde a equipe de Magnano se mostrou mais forte ao longo deste Mundial, com faltas. Mesmo assim, na marra, Anderson Varejão e Marquinhos mantiveram o time no jogo, indo para o segundo quarto perdendo por 21 a 17.

O segundo período começou com o mesmo cenário e a Sérvia abriu seis pontos de vantagem. Somente quando Alex grudou em Teodosic e os pivôs acertaram a marcação, impedindo as infiltrações do adversário, o Brasil reagiu. A virada veio com bandeja de Marquinhos, a três minutos para o fim do primeiro tempo, mas ainda houve tempo para que os sérvios se recuperassem e fossem ao vestiário com cinco pontos de vantagem: 37 a 32.

A seleção brasileira voltou desconcentrada para o terceiro período e, para piorar, descontou o nervosismo na arbitragem depois de uma falta de Anderson Varejão. Após muita reclamação, Marquinhos e Tiago Splitter receberam faltas técnicas. A Sérvia aproveitou e abriu 16 de vantagem rapidamente.

O apagão se estendeu por todo o período, tanto no ataque, totalmente inoperante, quanto na defesa, que não conseguia sequer incomodar o adversário. E o que se viu no último período foi uma extensão do terceiro. Totalmente batido emocionalmente, o Brasil seguiu assistindo aos arremessos de três do adversário que ampliou a diferença e depois só esperou o apito final para celebrar a vaga.

Dia da Independência: Brasil vence Argentina e quebra tabu de 12 anos

Por Direto de Madri, Espanha

Demorou, mas a vitória veio. Depois de três derrotas dolorosas no Mundial de 2010, Copa América de 2011 e Olimpíadas de 2012, o Brasil deu seu grito de Independência e, enfim, bateu a Argentina, na revanche do 7 de setembro do Mundial de 2010 na Turquia. O placar de 85 a 65 (33 a 36) na noite deste domingo, no Palacio de Deportes de Madri, deu provas de que o sonho da medalha nesta Copa do Mundo está mais vivo do que nunca para essa geração. O resultado positivo pôs fim ao tabu de 12 anos sem ir para as quartas de final e, de quebra, mandou o arquirrival embora para seu país nas oitavas, algo que não acontecia desde 1994.

O adversário na próxima fase será novamente a Sérvia, que, mais cedo, bateu a Grécia por 90 a 72. O SporTV transmite o duelo na próxima quarta-feira, às 13h (Brasília), que terá cobertura doGloboEsporte.com em Tempo Real. Os assinantes do Canal Campeão também podem acompanhar tudo através do SporTV Play.

Nene, Brasil X Argentina - Mundial de Basquete (Foto: Agência AP)
Nenê fez bem seu papel e não deixou Scola jogar, assim como Varejão e Splitter (Foto: Agência AP)

BOLAS DE 3 DA ARGENTINA DÃO O TOM DO 1º QUARTO

O placar de 21 a 13 a favor da Argentina no primeiro quarto teve um só porquê: as bolas de fora. Foram 15 pontos neste quesito, três delas de Prigioni, contra nenhuma do Brasil. De resto, o duelo foi equilibrado. Os dois técnicos mexeram em seus quintetos iniciais. Magnano colocou Leandrinho na vaga de Alex e Varejão para auxiliar Splitter a segurar Scola, que zerou em pontos, mas deu três assistências. Julio Lamas entrou com o calibrado Leo Gutierrez no lugar do versátil Walter Herrmann, na tentativa de abrir o garrafão brasileiro.

Sem segurar as bolas de fora do rival, a equipe verde e amarela não tinha intensidade de contra-ataques. Quando conseguiu, Leandrinho foi visto dentro da área pintada hermana para anotar quatro pontos.

GIOVANNONI ENTRA BEM, E BRASIL ENCOSTA

Diferentemente do quarto anterior, a Argentina não contou com suas bolas de três e teve que focar seu jogo nos armadores Campazzo e Prigioni para manter a vantagem, especialmente depois de perder Scola, carregado com duas faltas ofensivas, em decorrência da boa marcação de Nenê. Com o objetivo de melhorar seu percentual de fora, Magnano pôs Giovannoni. A tática deu certo, e o ala meteu duas bolas, trazendo a diferença no intervalo para os três pontos (36 a 33). A intensidade brasileira também cresceu, e os argentinos passaram a cometer faltas. Ao contrário de outros jogos, o percentual foi muito bom no fundamento. Dos 11 cobrados, nove acertos até então.

MARQUINHOS COMANDA VIRADA

As equipes voltaram do intervalo nervosas e sem pontuar. O Brasil precisou de dois minutos para fazer dois pontos com Marquinhos, depois de bela jogada para cima de Scola (36 a 35). A Argentina foi ainda pior. Foram cinco minutos sem anotar, incluindo quatro lances livres desperdiçados pelo pivô, que não fazia boa partida. Para piorar, Prigioni cometeu sua quarta falta e deixou o time. Os rebotes passaram a ser todos do Brasil, com a soberania de Varejão e Splitter na zona pintada. Na frente, Marquinhos e Raulzinho eram os mais eficientes. O ala do Flamengo foi responsável por oito pontos na virada brasileira, que foi para o quarto final vencendo por oito (57 a 49).

O GRITO DE INDEPENDÊNCIA E VITÓRIA

Os 10 minutos finais foram um passeio brasileiro. Confiantes e à frente do marcador, a equipe explorava o desespero dos argentinos, que buscavam os chutes de três, mas sem sucesso. Raulzinho dava show na transição e pontuação. Das mãos dele, saíram 14 pontos no período final. A vantagem não demorou e logo chegou aos 20 pontos (85 a 65). Os momentos finais serviram para que a seleção desfrutasse de sua primeira grande vitória sobre boa parte da geração mais vitoriosa do basquete argentino e acabasse com o incômodo tabu de 12 anos sem figurar entre os oito primeiros do Mundial. Agora, que venha a Sérvia.

Escalações:

Brasil: Marcelinho Huertas, Alex, Marquinhos, Nenê e Tiago Splitter. Entraram: Raulzinho, Larry Taylor, Leandrinho, Marcelinho Machado, Guilherme Giovannoni, Anderson Varejão e Rafael Hettsheimeir. Tec: Rubén Magnano

Argentina: Pablo Prigioni, Facundo Campazzo, Andrés Nocioni, Walter Herrmann e Luis Scola.Entraram: Selem Safar, Nico Laprovittola, Marcos Mata, Leo Gutierrez, Marcos Delia, Matias Bortolin e Tayavek Gallizzi. Tec: Julio Lamas

De novo a Argentina. Brasil revê algoz nas oitavas no Mundial de basquete

Do UOL, em São Paulo

Um adversário velho conhecido do Brasil virá pela frente nas oitavas de final do Mundial masculino de basquete da Espanha. A Argentina foi derrotada pela Grécia nesta quinta-feira e acabou como a terceira colocada do grupo B, desta forma cruzando mais uma vez o caminho da seleção de Rubén Magnano em uma grande competição.

Os brasileiros vêm de duas derrotas em confrontos eliminatórios contra a Argentina, no Mundial de 2010, na Turquia, e nos Jogos Olímpicos de 2012 em Londres. Agora, depois de conquistar a segunda colocação do grupo A na primeira fase, a seleção tem o reencontro com os vizinhos de continente marcado para domingo, às 17h (de Brasília), em Madri.

A Argentina ficaria com a primeira colocação de sua chave caso derrotasse os gregos. No entanto, o revés de 79 a 71 fez os campeões olímpicos de 2004 acabarem em 3º lugar, perdendo no desempate com a Croácia graças à derrota em confronto direto.

Desta forma, toda a memória de embates recentes virá à tona até o confronto de domingo. Magnano, técnico que levou a Argentina ao ouro olímpico em 2004, agora tem a missão de oferecer ao Brasil uma grande vitória sobre os vizinhos sul-americanos.

Em 2010 na Turquia, já nas mãos de Magnano, o Brasil caiu justamente nas oitavas de final diante da Argentina. Apesar da grande atuação de Marcelinho Huertas, com 32 pontos, a seleção acabou derrotada em um confronto dramático, pelo placar de 93 a 89.

Luis Scola foi o grande destaque daquela partida de Istambul, comandando a vitória de sua seleção com 37 pontos e nove rebotes. Magnano escalou de início Giovannoni ao lado de Anderson Varejão no garrafão, mas a estratégia de defesa não conteve o ala-pivô argentino.

Dois anos mais tarde, mais uma derrota por placar apertado, por 82 a 77, em confronto válido pelas quartas de final da Olimpíada de Londres. Huertas voltou a brilhar, com 22 pontos – cestinha ao lado de Leandrinho.

O Brasil chegou a liderar o placar em alguns momentos, mas Scola deu as cartas de novo nos instantes mais importantes. A Argentina também contou com uma atuação cerebral de Manu Ginóbili para ir a uma semifinal olímpica pela terceira vez seguida.

Com algumas mudanças, a Argentina é basicamente a mesma geração que vem conquistando posições de destaque em campeonatos de primeira linha desde 2002, com nomes como Nocioni, Herrmann e Prigioni. No entanto, desta vez Ginóbili desfalca a equipe.

São essas lições que a experiente geração de Huertas, Nenê e Varejão levará para a quadra de Madri no domingo. Nesta quinta-feira, a seleção encerrou sua participação na fase de grupos do Mundial com uma vitória expressiva sobre o Egito por 128 a 65, em Granada.

Assim, os brasileiros fecharam a fase de grupos com seu melhor desempenho desde o Mundial de 2002. Os comandados de Magnano romperam a casa de 100 pontos pela primeira vez no torneio e comemoraram a quarta vitória – antes já haviam batido França, Irã e Sérvia. A única derrota aconteceu no confronto com a anfitriã Espanha.

Jogador da seleção argentina, Andrés Nocioni ressaltou a força do Brasil. “Esse Brasil é o melhor Brasil em muitos anos. Nós vamos lutar, mas o Brasil tem vantagens. Contam com um grande jogo, assim será um jogo muito difícil”, disse em entrevista ao La Nacion.

ESPANHA SÓ NA SEMIFINAL

Nesta configuração de chave da fase eliminatória, o Brasil só cruzaria de novo com a Espanha, uma das favoritas ao título, em uma eventual semifinal. Já os Estados Unidos estão do outro lado da tabela. Durante a primeira fase a seleção de Magnano foi batida pelos espanhóis por 82 a 63.

Marquinhos decide, e Brasil vence a Sérvia após início arrasador e apagão

Por Direto de Granada, Espanha

O começo de jogo indicava um atropelamento do Brasil sobre a Sérvia nesta quarta-feira, no Palacio de Deportes de Granada. Consistente e com o controle total da partida, o time de Rubén Magnano realizou seu melhor primeiro tempo nesta Copa do Mundo da Espanha. A defesa voltou a ser muita intensa, os arremessos de quadra caíam de tudo quanto era jeito, e os lances livres, também. A vantagem, que chegou a ser de 18 pontos, foi para o vestiário em 16. Porém, o vento que soprava a favor dos sul-americanos mudou de direção no terceiro quarto e com uma parcial de 32 a 12, os rivais viraram. Quando a derrota era iminente, a equipe verde e amarela tirou forças de onde não aparentava mais ter e, com grande recuperação psicológica e atuação decisiva de Marquinhos no quarto final, venceu por 81 a 73 (48 a 32). A terceira vitória na competição garante a classificação às oitavas de final, que serão disputadas em Madrid.

– Sabíamos que seria um jogo muito difícil, mas tivemos a felicidade de meter muita bola no primeiro tempo. Viemos para o segundo tempo com a mesma proposta defensiva, mas eles também tiveram um excelente aproveitamento nas bolas de três. Apostamos na nossa defesa no último quarto e conseguimos nos recuperar e vencer – disse Marquinhos, cestinha da partida com 21 pontos,18 deles em cestas de três, ao SporTV.

Marquinhos, Brasil X Servia - Basquete (Foto: Agência AP)
Marquinhos: fundamental na recuperação brasileira no último quarto (Foto: Agência AP)

Além de Marquinhos, que acertou seis bolas de três em nove tentativas, Leandrinho contribuiu com 16 pontos. Varejão sobressaiu com nove rebotes, dois a mais que Tiago Splitter, autor ainda de 10 pontos e seis assistências. Pelo lado sérvio, Teodosic deu muito trabalho, anotando 14 pontos e cinco assistências.

Com três vitórias e uma derrota, o Brasil precisa ganhar do lanterna Egito nesta quinta-feira para confirmar a segunda colocação do Grupo A, posição que leva o time para o confronto contra o terceiro colocado do Grupo B nas oitavas. A disputa está embolada, e o adversário deve sair entre Argentina, Grécia, Senegal e Croácia.

O SporTV transmite Brasil x Egito ao vivo nesta quinta-feira, às 10h30 (de Brasília). O jogo ainda terá cobertura em Tempo Real do GloboEsporte.com, e os assinantes do Canal Campeão podem acompanhar a partida peloSporTV Play.

Início arrasador

A defesa voltou a funcionar, os arremessos de quadra passaram a cair – chegando a 88% na primeira metade – e os lances livres, perfeitos (3/3), todos de Nenê. A combinação desses fatores fez o Brasil ter o melhor início de jogo do Mundial e abrir 16 a 6 contra uma Sérvia com um péssimo chute de média e longa distância. O técnico Sasha Djordjevic teve que parar o jogo e pôr em quadra seu armador Milos Teodosic, estrela da equipe. Splitter, com duas faltas, foi para o banco. Nenê entrou e trancou o garrafão com três tocos e mais cinco pontos. Leandrinho e Marquinhos, este em duas bolas de três, estavam com as mãos calibradas. A vantagem só caiu por conta de duas bolas de três dos sérvios, em dois contra-ataques (23 a 16).

Mantendo a pegada, o Brasil sempre teve o controle do jogo no segundo quarto. Aos poucos, a diferença no placar foi subindo, só não sendo maior porque o aproveitamento nos tiros de quadra caiu 64% para 58%. Com seus três pivôs com duas faltas, Magnano abriu o time nos minutos finais, só atuando com Hettsheimeir debaixo da tabela e quatro abertos. Guilherme Giovannoni, que participou de quase todo o período, foi o destaque acertando seus três arremessos e anotando sete pontos. As cinco bolas de três convertidas na parcial, sendo a última de Leandrinho no segundo final, deram aos brasileiros uma vantagem de 16 pontos no intervalo em sua atuação mais consistente na competição até aquele momento (48 a 32).

Nenê e  Raduljica Brasil x Sérvia Mundial de basquete (Foto: AFP)
Raduljica aperta marcação em Nenê no Mundial de basquete (Foto: AFP)

 Vantagem desmorona, e Sérvia vira

A defesa sumiu, os erros apareceram, e os lances livres não entravam mais. Totalmente diferente do primeiro tempo, o Brasil voltou muito mal para o terceiro quarto. A marcação implacável apresentada até então sucumbiu ao ataque adversário, que marcou em 10 minutos o mesmo número de pontos que havia anotado em toda a etapa inicial (32). Os desperdícios de bola passaram de três para oito. A confiança brasileira ia diminuindo com o passar do tempo, e o aro ficava menor. Já os sérvios entraram no jogo, e tudo passou a dar certo. Restando pouco mais de três minutos para o fim, a diferença de 16 pontos do intervalo, que chegou a ser de 18 pontos, desmoronou. A parcial de 32 a 12 mostrou bem o que foi o período (64 a 60 para a Sérvia) .

Marquinhos desequilibra no fim

Nene e Marquinhos, Brasil X Servia - Basquete (Foto: Agência AP)Nenê e Marquinhos vibram na partida tensa contra a Sérvia (Foto: Agência AP)

O início do último quarto era o duelo da confiança contra a frustração. O Brasil continuava a sentir o baque da virada. Por quase três minutos, a bola não caiu. A Sérvia abriu sete de frente, e Magnano parou o jogo. Na volta, Marquinhos, com duas de três e uma de dois, colocou os brasileiros de novo na frente por um (68 a 67). O moral do time levantou, e as bolas voltaram a cair. A Sérvia sentiu e passou a errar. O controle do primeiro tempo voltou às mãos dos brasileiros, que abriram oito pontos de vantagem. Cansados, os europeus não tiveram mais força para reagir e viram a festa e classificação brasileira depois de um jogo quase entregue.

Escalações

Brasil: Leandrinho (16), Tiago Splitter (10), Marquinhos (21), Varejão (4), Huertas (6); Entraram: Nenê (7), Alex (6), Hettsheimeir (0), Giovannoni (7), Larry (2), Raulzinho (2)

Sérvia: Raduljica (11), Markovic (10), Bogdanovic (8), Bjelica (8), Stimac (2); Entraram: Teodosic (14), Bircevic (8), Simonovic (3), Jovic (2), N. Krstic (7),

Na raça e na defesa, Brasil vence a França na Copa do Mundo de Basquete

Ufa! Na briga, no sufoco e, principalmente, na raça, o Brasil conseguiu uma vitória logo na estreia da Copa do Mundo de Basquete da Espanha, sobre a atual campeã europeia: a França. O placar, definido apenas nos segundos finais, mostrou 65 a 62 para o Brasil.

Com um ataque irregular, a Seleção precisou (mais do que nunca) da ajuda de sua defesa para triunfar. Com boas participações de Nenê, Varejão e Tiago Splitter no setor defensivo, a equipe conseguiu anular o ataque francês, saindo com a vitória.

O cestinha da partida foi Marcelinho Huertas, com 16 pontos, além de cinco assistências. Do lado francês, Boris Diaw foi o melhor, com 15 pontos, seis rebotes e cinco assistências. Marquinhos, com 10 pontos, e Leandrinho e Varejão, com 8, também tiveram destaque.

Nos lances livres, o Brasil voltou a sofrer, convertendo os pontos com um aproveitamento de apenas 58%, contra 81% da seleção francesa, enquanto nos chutes de quadra, a Seleção teve 40%, contra 48% da França.

Agora, a Seleção Brasileira volta à quadra neste domingo, para encarar o Irã, contra quem já triunfou em um amistoso de preparação para o Mundial. A partida acontece às 13h.

1º QUARTO

O Brasil começou a partida com Marcelinho Huertas, Marquinhos, Alex, Nenê e Tiago Splitter, enquanto a França veio à quadra desfalcada, mas com dois jogadores da NBA em seu quinteto títular: Heurtel, Batum (do Portland), Diaw (do San Antonio), Gelabale e Lauvergne.

No início do jogo, o Brasil não conseguiu se encontrar, errando jogadas fáceis e vendo a França abrir 6 a 0. O primeiro lance livre brasileiro na Copa do Mundo, com Tiago Splitter, foi perdido, e a França conseguiu, com dois chutes de três (Diaw e Heurtel), abrir 12 a 3 no placar.

A equipe francesa protegia bem o garrafão (forte do Brasil) e dominava nos rebotes e eficiência de ataques. Com isso, a França ditou o ritmo da parcial, forçando erros brasileiros, enquanto Marcelinho Huertas demorava a se encontrar na partida.

Porém, a equipe conseguiu crescer no final do quarto, a 4 minutos do fim, enquanto Nenê deu lugar à Anderson Varejão, que entrou bem. O Brasil melhorou, mas Huertas seguia tomando decisões ruins no ataque. Raulzinho e Leandrinho entraram, dando um ritmo mais forte à equipe, que conseguiu melhorar ofensivamente, mas, ainda assim, terminou o quarto atrás, por 18 a 11.

No primeiro quarto de jogo, o Brasil foi dominado pela seleção francesa, marcando apenas 11 pontos (Foto: AFP)

2º QUARTO

A Seleção voltou pressionando muito a defesa, mas seguia pecando no ataque, como em uma bola roubada por Leandrinho em que, no três contra um, o brasileiro errou o passe para Raulzinho e desperdiçou a chance.

Ainda assim, Leandrinho se redimiu no lance seguinte, quando a 2 segundos do estouro do relógio, Leandrinho mandou uma linda bola de três, de muito longe. Varejão passou a compor o garrafão com Hettsheimeir e, depois, Splitter, melhorando o poderio defensivo da equipe.

Um chute de três de Marcelinho Huertas deixou a desvantagem brasileira em apenas um ponto (24 a 23), enquanto a França começava a se mostrar nervosa, errando passes, perdendo rebotes e cometendo faltas.

Com dois lances livres e a chance de virar o jogo, Splitter conseguiu apenas empatar, mas Raulzinho, de dois, colocou a Seleção à frente (26 a 24). A arbitragem seguia errando muito, para ambos os lados, e prejudicando o andamento da partida.

Raulzinho ditava um forte ritmo da Seleção que, ainda com arremessos precipitados, cresceu nos rebotes, levando a vantagem para 28 a 26, com 30 segundos para o fim do quarto. Com 11 acertos em 27 tentativas de chutes de quadra, o aproveitamento brasileiro cresceu em relação à primeira parte do jogo.

Com o estouro do relógio, a França perdeu a chance de empatar o jogo, enquanto Larry Taylor recuperou a posse de bola e sofreu uma falta no ataque. Com um segundo restante no quarto, Magnano pediu um tempo, para tentar ampliar a vantagem, mas o placar seguiu em 28 a 26 para o intervalo.


No segundo, o Brasil contou com boas atuações de Raulzinho e Leandrinho para se recuperar na partida (Foto: AFP)

3º QUARTO

O Brasil começou com vantagem, mas seguia precipitando arremessos e errando passes, ainda que a distância de dois pontos se manteve. Na
armação, Raulzinho mostrou que será uma boa dor de cabeça para Magnano, defendendo bem e distribuindo com inteligência.

Alex, com quatro pontos no início do quarto, atacava com extrema eficiência, inclusive deixando três franceses para trás em uma bela infiltração. Com dois lances livres convertidos por Anderson Varejão e uma jogada fantástica de Raulzinho, com um corte e um passe pelas costas para os dois pontos de Splitter, o Brasil abriu sua maior vantagem na partida, com 40 a 34 no placar, forçando o treinador francês a pedir um tempo.

Tiago Splitter conseguiu um toco sensacional na defesa, mas Anderson Varejão não aproveitou o arremesso de meia distância, cometendo uma falta no contra-ataque. Marcelinho Huertas voltou à quadra e, em sua primeira bola, conseguiu uma bela assistência para Nenê. Na volta, a arbitragem fez mais uma marcação polêmica, com uma falta de Alex, a quinta brasileira no período, sobre Batum, que reduziu o placar para 42 a 39.

No ataque seguinte, Nenê tentou duas vezes e errou ambas, mas sofreu duas faltas no lance, que a arbitragem não deu. Na sequencia do lance, Anderson Varejão marcou seu quarto ponto em lances livres, enquanto o árbitro ameaçava uma falta técnica em Magnano, que reclamava muito do trabalho do quarteto.

Com a dupla Huertas/Nenê afinada, o Brasil voltou a colocar seis pontos à frente com 20 segundos para o fim. A França reduziu, mas Nenê sofreu uma falta fora do lance de jogo, tendo a possibilidade de cobrar dois lances, com sete segundos no relógio. Acertou apenas um, mas levou o Brasil em vantagem para o quarto final, com 46 a 41 no placar.


Com boa aplicação defensiva, o Brasil conseguiu aumentar sua vantagem no placar, ao final do terceiro quarto de jogo (Foto: AFP)

4º QUARTO

Logo no primeiro ataque francês no último quarto, o Brasil conseguiu uma roubada de bola, unindo a dois rebotes ofensivos e dois pontos de Leandrinho em lances livres. Um forte começo da Seleção, que aumentou a vantagem para 48 a 41.

Com uma linda cesta de três de Huertas, o Brasil aumentou a distância para oito pontos, mas viu Diaw converter dois pontos e sofrer a falta, marcando seu quinto ponto no quarto.

Boris Diaw era o mais forte no ataque, enquanto Nenê, defensivamente, roubava a cena. Um chute de três de Marquinhos e o Brasil voltou a oito pontos de vantagem (54 a 46), mas a França devolveu, logo na jogada seguinte, os três pontos.

O Brasil conseguiu cavar uma falta de ataque, mas Splitter andou no lance seguinte. Mais dos lances polêmicos para a conta do árbitro. Mesmo assim, a Seleção não se abalou, e Marcelinho Huertas conseguiu um bom arremesso da cabeça do garrafão.

Diaw conseguiu uma boa infiltração, cavando uma falta. Porém o lance foi invertido pelo árbitro, já que o correto seria uma falta de ataque do francês. A vantagem brasileira caiu para cinco pontos, enquanto os franceses melhoraram muito o setor defensivo.

Uma linda jogada de infiltração de Marquinhos e o Brasil aumentou a vantagem novamente, forçando um tempo dos franceses a 3 minutos do fim.

Com dois lances livres, a França encostou no placar (58 a 53), mas Marcelinho Huertas, com uma bela jogada individual, tratou de colocar a vantagem brasileira no prumo. Heurtel marcou de três, trazendo o placar para 60 a 56.

Com duas chances em lances, Huertas converteu apenas uma, fazendo com que a vantagem brasileira fosse de cinco pontos. No lance seguinte, Huertel marcou em uma bola rápida de dois, reduzindo para três a distância, a 33 segundos do fim da partida.

O Brasil pediu um tempo e, na volta, a França fez uma falta rápida em Huertas, que converteu os dois lances, forçando mais um tempo, dessa vez dos franceses.

Uma falta de Pietrus num rebote brasileiro deu a chance de mais dois lances para Nenê, que errou ambos. No ataque francês, dois lances livres convertidos por Pietrus, que deixou a desvantagem francesa em três pontos (63 a 60). O Brasil rodou a bola no ataque, para deixar o relógio correr, mas Batum conseguiu “achar” Huertas e fazer a falta, a 11 segundos do fim.

Huertas errou o primeiro, mas converteu o segundo, deixando a vantagem em duas posses de bola. Logo na saída de bola, a França conseguiu acertar uma bola de três, colocando a vantagem em um ponto. Cometeu a falta rápida, a 1 segundo do fim. Marquinhos converteu o primeiro, errou o segundo, mas não havia tempo para mais nada. Vitória brasileira por 65 a 63.


No fim, o Brasil saiu vitorioso de quadra, dando o primeiro passo rumo à segunda fase da Copa do Mundo de Basquete (Foto: AFP)

Fonte: LANCENET!