Sport 0x0 Cruzeiro

Sport fica no 0x0 com o Cruzeiro mas mantém o quarto lugar

Autor: Wladmir Paulino

Foto: Diego Nigro/JC Imagem.

Num jogo em que as defesas levaram ampla vantagem sobre os ataques o Sport ficou no empate por 0x0 com o Cruzeiro neste domingo (2), na Arena Pernambuco, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O ponto conquistado foi suficiente para manter o time da Ilha na quarta colocação agora com 29 pontos. O Cruzeiro é o 14º, com 18.

Com três volantes, o Cruzeiro conseguiu inibir a criatividade do Sport. Os volantes Rithely e Wendel estavam sempre cercados por até três adversários. Com isso a saída para o ataque foi na base da ligação direta. Para completar, o lado direito ficou sem a mesma força do esquerdo, já que Régis deu mais uma prova que não rende quando deslocado para atuar pelos lados.

A primeira boa chance foi do Cruzeiro. Charles levantou na marca do pênalti e Henrique apareceu sozinho para cabecear. Incrivelmente ele mandou para fora. O Sport devolveu da mesma forma quando Régis pôs na cabeça de Marlone. A bola foi no canto e Fábio fez grande defesa. A partir dos 30 minutos o Sport encaixou melhor a marcação nos dois lados do campo e impediu as investidas mais perigosas do Cruzeiro. No entanto, continuava a ter dificuldade quando ultrapassava o círculo central.

O jogo ficou amarrado entre as duas intermediárias sem ninguém levar vantagem. O Cruzeiro tinha superioridade no meio de campo e acabava com a transição rubro-negra. Por sua vez, o time da casa devolvia na mesma moeda quando perdia a bola. No último minuto Fábio falhou e quase deixou a bola nos pés de Régis. Mena apareceu para afastar o perigo.

Os dois times voltaram com as mesmas configurações do primeiro tempo. E tudo continuou como estava antes. Aos 13 minutos o técnico Eduardo Baptista promoveu a estreia de Hernane Brocador. Ele entrou no lugar de Régis e mudou a função de Diego Souza e André. O camisa 87 foi deslocado para o lado direito do campo. André recuou para o setor antes ocupado por DS87.

Como o problema dos rubro-negros era posicionamento coletivo e não qualidade – ou falta dela – individual. A compactação bem feita na hora de defender, sem deixar espaço entre as linhas, não era repetida na hora de atacar. O jogador que vinha de frente não tinha opção de passe, pois o Cruzeiro conseguia quebrar as linhas.

Ainda que o problema não fosse o ataque o comandante leonino resolveu inflacionar o setor com a entrada de Samuel no lugar de Wendel. O Sport abusou ainda mais da bola rifada para o ataque, onde Hernane Brocador não tinha o que fazer a não ser ficar perdido no meio dos zagueiros. Quando tentava trocar passes dificilmente o time acertava mais de três seguidos. Desse jeito só sairia gol em bola parada e quem chegou bem perto foi o time mineiro aos 48 numa cabeçada de Manoel que Danilo Fernandes fez milagre.

Ficha de jogo

Sport: Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Durval, Matheus Ferraz e Renê; Wendel (Samuel), Rithely, Régis (Hernane Brocador) e Diego Souza (Neto Moura); Marlone e André. Técnico Eduardo Baptista.

Cruzeiro: Fábio; Mayke, Manoel, Paulo André e Mena; Henrique, Willians e Charles; Marinho (Arrascaeta) e Alisson (Marquinhos); Vinícius Araújo.Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Série A (16° rodada). Local: Arena PE. Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS). Assistentes: Marcelo Van Gasse (SP) e Fabricio Vilarinho da Silva (GO). Gols: . Cartões amarelos: Mayke, Charles e Renê.

Sport segura o líder Cruzeiro e garante o empate na Arena Pernambuco: 0 a 0

Emanuel Leite Jr. /Especial para o Diario
Vencer o Cruzeiro não é fácil. Na atual edição do Campeonato Brasileiro, apenas três clubes conseguiram ser superiores ao campeão nacional. Neste sábado, em seu segundo confronto com a equipe Celeste no Brasileirão, o Sport foi incapaz de bater o time mineiro. Porém, tão difícil quanto vencer o Cruzeiro, é sair de campo sem ser derrotado pela raposa. Nisto, o Sport teve uma atuação irretocável na noite deste sábado (27). Se passou longe de chegar ao triunfo, é possível dizer que o Leão também não esteve ameaçado de ser batido em seus domínios. Com uma postura tática consistente, o rubro-negro fez um confronto controlado e ficou no 0 a 0.

Na tabela, o mando de campo era do Sport. Nas arquibancadas da Arena Pernambuco, tomada pelas cores rubro-negras e cuja boa acústica ajudava a ecoar os cânticos de apoio dos leoninos, também ficava evidente que o Sport jogava em casa na noite deste sábado. Nas quatro linhas do gramado, entretanto, a imagem era outra. Bem diferente. Atual campeão brasileiro, o Cruzeiro jogava no tapete verde da Arena Pernambuco como se estivesse no Mineirão. Completamente à vontade.

Era dos cruzeirenses o domínio da posse de bola. Eram os visitantes – contrariando o que geralmente acontece no futebol – que ditavam o ritmo do jogo. Lento, mas sob sua regência. O maior mérito do Leão no primeiro tempo? Bem defensivamente, encurtando o espaço na marcação, o grande mérito do Sport foi mesmo ter mantido o melhor time do país sob controle. O Cruzeiro, é verdade, limitou-se a conduzir o embate em banho-maria e quando resolveu acelerar, quase abriu o placar, já perto do intervalo. Mas não se pode negar a entrega tática do time de Eduardo Baptista na etapa inicial.

Mesma toada

O segundo tempo seguiu na mesma toada do primeiro. Consciente da superioridade do adversário que tinha pela frente, o Sport manteve a postura tática que havia apresentado nos 45 minutos iniciais. Entregava ao Cruzeiro a bola, porém fechava os espaços para a área defendida por Magrão – que praticamente não teve trabalho na etapa complementar.

Humilde, reconhecendo sua incapacidade de vencer o time que caminha de forma consistente em busca do bicampeonato nacional, o Sport teve a inteligência de jogar pelo empate. Diante das circunstâncias, um ponto é sempre melhor do que nenhum.

Ficha técnica

Sport 0

Magrão; Patric, Henrique Mattos, Durval, Renê; Rithely, Wendel (Willian, aos 19’ do 2º T), Ibson (Augusto César, aos 37’ do 2º T) e Diego Souza; Neto Baiano (Danilo, aos 20’ do 2º T) e Felipe Azevedo. Técnico: Eduardo Baptista.

Cruzeiro 0

Fábio, Mayke, Dedé, Manoel e Egídio; Henrique (Nilton, aos 34’ do 1º T), Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Marlone, aos 25’ do 2º T) e Ricardo Goulart; Marquinhos e Marcelo Moreno (Dagoberto, aos 29’ do 2º T). Técnico: Marcelo Oliveira.

Local: Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata-PE

Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)

Assistentes: Alessando Rocha de Matos (Fifa-BA) e Cleriston Clay Rios (Fifa-SE)

Cartões amarelos: Wendel (Sport)