Sport 1 x1 Huracán

Sport empata em 1×1 na estreia de Falcão

André marcou o gol do Sport. Foto: André Nery/JC Imagem – Autor: Wladmir Paulino

A estreia do técnico Falcão mostrou os erros mais recentes do Sport e, por isso, o time não conseguiu vencer o Huracán, pela partida de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. O placar por 1×1 obriga os dois times a vencer na próxima semana por qualquer placar. Se o 1×1 for repetido a decisão vai para as cobranças de pênaltis. Empate por 0x0 classifica o time argentino, que jogará em casa. 2×2 em diante dá Sport.

De tendência ofensiva ninguém pôde reclamar, principalmente a grande parte da torcida que venera o meia Régis. O camisa 10 foi titular ao lado de Rithely e Diego Souza no meio de campo. Por isso mesmo a insistência no time em jogar pelo meio. Logo no setor que o adversário mais concentrava gente. O Huracán jogava com duas linhas de quatro e o primeiro atacante um pouco à frente. Ábila ficava mais isolado entre Matheus Ferraz e Durval.

Como se fosse pouco, depois dos dez minutos Marlone posicionou-se como um meia-esquerda. Diego Souza fazia o mesmo do lado direito e Régis mais centralizado. Como os argentinos tomavam bem o espaço pelo meio o Sport conseguia avançar até perto da área. Quando chegava ali errava o famoso passe final. Pudera, quem estava com a bola normalmente era cercado por dois e até três rivais.

Somente nos 15 minutos finais da etapa o Sport passou a usar mais os lados do campo. Aí foi a vez dos erros individuais. Renê pelo lado esquerdo não encontrou a cabeça de nenum companheiro. Maikon Leite pelo direito conseguiu duas vezes, mas Régis e Marlone mandaram nas mãos do goleiro. Do outro lado, o Huracán quando contra-atacava usava a bola longa para Ábila. Na primeira tentativa ele tropeçou nas próprias pernas ao tentar driblar Matheus Ferraz. Na segunda, o próprio Matheus deu o bote na hora da finalização depois de Durval ficar parado vendo o camisa 9 dominar a bola. O capitão também deu um susto no goleiro Danilo Fernandes num recuo em que estava cercado por dois adversários.

Diego Souza - Sport Recife

O Huracán começou o segundo tempo tentando assustar o Sport. Nos dois primeiros minutos a bola não saiu do campo defensivo pernambucano. Foi preciso uma grande jogada individual de Marlone. Ele passou por dois adversários e serviu Maikon Leite. O cruzamento foi na cabeça de André, que nem precisou saltar para mandar forte, sem defesa para Díaz aos seis minutos.

Além de sair na frente o gol leonino serviu para mostrar o quanto Marlone pode contribuir jogando mais como armador do que como atacante. Em compensação, também expõs o quanto o sistema defensivo precisa de ajuste. A marcação no meio de campo praticamente inexistiu e sempre aparecia algum jogador do Huracán livre entre as linhas de meio e de defesa. Aliás, esse foi o grande problema rubro-negro na derrota para o Vasco, no último domingo pelo Brasileirão.

Os visitantes aproveitaram o espaço e sempre chegavam com perigo para a zaga rubro-negra. Ábila acertou o travessão aos 15 minutos em jogada que o árbitro poderia ter marcado pênalti de Matheus Ferraz. Se não marcou nessa não deixou barato 15 minutos depois. Nem é preciso descrever, pois foi um clone da primeira jogada: cruzamento da direita e agarração. Bogado foi para a cobrança e mandou no canto esquerdo.

E o pior foram os jogadores que entraram  para dar outro fôlego ao setor ofensivo não estavam numa noite inspirada. Élber não deu velocidade e Hernane jogou próximo demais de André. Só Wendel conseguiu melhorar um pouco a marcação no meio.

Falcão e Danilo Goleiro - Sport Recife

Ficha do jogo:

Sport: Danilo Fernandes; Ferrugem, Matheus, Durval e Renê; Rithely, Diego Souza (Wendel) e Régis (Élber); Maikon Leite (Hernane Brocador), André e Marlone. Técnico: Falcão.

Huracán: Marcos Díaz; José Román, Martín Nervo, Mancinelli e Balbi; Mauro Bogado, Vismara, Moreno y Fabianesi (Di Stéfano) e Toranzo (Gallegos); Espinoza (Torassa) e Ramón Abila. Técnico: Eduardo Domínguez.

Local: Ilha do Retiro. Árbitro: Ádrian Veléz (Colômbia). Assistentes: Alexander Guzman e Wilmar Navarro (ambos da Colômbia). Gols: André, aos seis; Bogado, aos 30 do segundo. Cartões amarelos: Wendel, Matheus Ferraz, Bogado, Díaz, Gallegos e Espinoza. Público: 7.726. Renda: R$ 128.880.