Sport 3×0 Chapecoense

Sport volta a ser conduzido por Diego Souza e bate a Chape na Arena

Ficha do jogo


Sport 3
Magrão; Samuel Xavier; Ronaldo Alves, Durval e Sander (Diego Souza); Patrick, Rithely, Everton Felipe, Osvaldo (Rogério) e Mena; André. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Chapecoense 0
Jandrei, Apodi, Douglas Grolli, Victor Ramos e Reinaldo; Girotto (Luiz Antônio), Lucas Mineiro e Lucas Marques (Lourency); Seijas (Dodô), Arthur e Wellington Paulista. Técnico: Vinícius Eutrópio.

Estádio: Arena de Pernambuco (São Lourenço da Mata-PE).

Árbitro: Dyorgines Jose Padovani de Andrade (ES).

Assistentes: Fabiano da Silva Ramires (ES) e Vanderson Antonio Zanotti (ES). Cartões amarelos:Patrick, Ronaldo Alves (Sport); Reinaldo, Wellington Paulista, Girotto, Lucas Marques, Douglas Grolli, Arthur, Apodi, Lucas Mineiro. (Chapecoense).

Gols: André (17′ e 49′ do 2T, Sport) e Diego Souza (46′ do 2T).

Público:25.861

Renda: R$465.213

Sport bate a Chapecoense e chega aos 40 pontos

Autor: Wladmir Paulino

Diego Souza abriu o placar para o Sport. Foto: Diego Nigro/JC Imagem.

O Sport foi eficiente para vencer a Chapecoense por 3×0 e aliviar a pressão sobre a equipe no Campeonato Brasileiro. Os três pontos – chegou aos 40 – colocaram os leoninos em décimo lugar na competição e abriram uma vantagem de nove para a zona de degola. Agora, o time entra numa maratona, pois joga na quarta-feira com o Huracán, em Buenos Aires, pela Copa Sul-Americana e volta para encarar o Internacional, sábado, no Beira-Rio, em Porto Alegre, pelo Brasileirão.

O time tentou seguir alguns princípios do técnico Paulo Roberto Falcão, como priorizar o passe vertical e marcar a saída de bola do adversário. Conseguiu em alguns momentos mas ainda deixou muito espaço no meio de campo pela opção com um volante. Só na etapa final, quando Danilo fechou o meio com Rithely o time teve mais equilíbrio.

O JOGO

A primeira mudança vista no time do Sport foi antes da bola rolar. Danilo entrou no lugar de Régis e Samuel Xavier no de Ferrugem. O primeiro objetivo era bloquear o lado mais forte da Chapeceonse, com Apodi e William Barbio. A segunda alteração foi o posicionamento de Marlone. Ele ocupou uma faixa de campo no círculo central, com a responsabilidade de puxar a saída de jogo. Para quem gosta de nomes, um segundo volante. Uma clara intenção do técnico em deixar o time jogando mais verticalmente, a maior característica do camisa 8.

Mas faltava velocidade na transição defesa-ataque. Essa lentidão estourava lá na frente, pois o último passe saía sempre com dificuldade e encontrando o atacante pressionado por um defensor. Até os 20 minutos o time catarinense já havia finalizado seis vezes. O Sport, quando o fez foi fatal. Aos 24 Marlone cruzou da direita e André desviou de leve tentando uma letra. Matheus Ferraz entrou de carrinho mas não achou a bola. Ela ficou limpa para Diego Souza soltar uma bomba de canhota e fazer 1×0.

Mesmo atrás no placar, a Chapecoense manteve o jogo equilibrado o tempo todo. A dupla Apodi/Barbio não se intimidou com a marcação reforçada e manteve um bom volume de jogo, inclusive deixando seus companheiros em condições de marcar. Antes do gol rubro-negro Bruno Rangel já havia chegado cara a cara com Danilo Fernandes, que saiu bem e fez a defesa. Em mais de uma oportunidade o zagueiro Matheus Ferraz foi fundamental para evitar que a bola chegasse. Depois de fazer 1×0, o Sport esteve mais próximo de ceder a igualdade do que ampliar a vantagem.

Na volta para o segundo tempo Falcão inverteu as posições de Marlone e Danilo. O atacante de origem jogou mais à frente e o lateral postou-se mais próximo de Rithely. Ainda assim o time visitante jogou com mais velocidade e rondou a área rubro-negra com mais perigo, agora comandados pelo meia Camilo. Mas passou a incorrer no mesmo erro dos donos da casa: o erro no último passe.

Aos poucos o Sport encaixou melhor a marcação no meio e passou a explorar os contra-ataques com perigo. André teve três oportunidades em sequência. Mandou duas para fora e chegou atrasado na terceira. A partida, a essa altura entrava na fase mais desgastante e os dois times abusaram das bolas longas, fosse da defesa para o ataque ou pelas laterais do campo. Numa delas o segundo gol do Sport saiu aos 32. Samuel Xavier cruzou da direita e André entrou dividindo com Apodi, que esticou o pé e terminou mandando contra o próprio patrimônio.

O segundo gol acabou de vez com as pretensões da Chape, que já rifava bem mais a bola do que colocava no chão. O Sport só esperava a melhor oportunidade para contra-atacar, pois tinha Marlone de um lado e o descansado Élber na direita. E foi numa saída de contra-ataque que André serviu Régis. Ele passou por dois e mandou no canto esquerdo para fazer 3×0.

Ficha do jogo:

Sport: Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rithely, Danilo, Diego Souza e Marlone; Maikon Leite (Élber) e André. Técnico: Paulo Roberto Falcão.

Chapecoense: Danilo; Apodi, Rafael Lima, Thiego, Dener; Elicarlos, Bruno Silva (Cléber Santana), Gil (Camilo) e Ananias; William Barbio e Bruno Rangel (Túlio Melo). Técnico: Guto Ferreira.

Local: Ilha do Retiro. Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG). Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) e Márcio Eustáquio Santiago (MG). Gols: Diego Souza, aos 24 do primeiro. Apodi (contra), aos 32; e Régis, aos 39 do segundo. Cartões amarelos: Neto Moura e Danilo.