Suíça x Equador

Veja fotos de Suiça x Equador, na Arena Mané Garrincha-DF

Foi na raça! Quando tudo dava a crer que Suíça e Equador empatariam na estreia desse Mundial 2014, um lance definiu tudo. O Equador teve a chance de ouro de vencer no fim, mas acabou castigado. Behrami roubou uma bola espetacular, armando contraataque para o gol de Seferovic, aos 48 minutos da segunda etapa, dando vitória ao time suíço.

Grupo E: Com time seguro, Suíça quer bater Equador na estreia

Por Agência Estado

Brasília,DF,15 – Nunca uma seleção fora da lista de favoritas chegou tão segura para umaCopa do Mundo como a Suíça desembarcou no Brasil. Sob as honras de ser cabeça de chave do Grupo E, a seleção europeia trouxe na bagagem a campanha invicta das Eliminatórias, a lembrança de triunfo sobre a Espanha no Mundial passado e em um amistoso diante do Brasil ano passado, além da certeza que aprendeu a atacar. E é justamente apostando em jovens talentosos na frente, casos de Shaqiri e Xhaka, que ela estreia neste domingo, às 13 horas, no estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, diante do Equador.

O técnico alemão Ottmar Hitzfeld quer mostrar no Brasil o futebol envolvente e para frente que os suíços demonstraram nas Eliminatórias, quando deixaram pelo caminho Noruega e Eslovênia. Tudo para evitar o vexame de 2010, quando caíram na primeira fase ao não conseguir um mísero gol diante da frágil Honduras na rodada final.

Será uma nova Suíça em campo. A promessa é que aquela fama de retranqueira (foi eliminada em 2006 sem sofrer nenhum gol em quatro jogos) já faz parte do passo. “Estou 100% preparado para jogar e para fazer coisas que não estava conseguindo nos amistosos”, garantiu Shaqiri, meia ofensivo de 22 anos e astro da seleção.

Hitzfeld vem utilizando justamente o triunfo por 1 a 0 sobre o Brasil, como arma para motivar seus jogadores. Ele sempre bate na tecla de que superar a melhor campanha do país em Mundiais (as quartas de final) é possível na 10.ª edição da Suíça em Mundiais. Mas como manda o figurino, ele não aceita subestimar o Equador. “Não é por acaso que nenhuma seleção europeia ganhou um Mundial na América do Sul. As equipes daqui são muito fortes”.

Será um confronto direto pela vaga logo na primeira rodada. Isso porque a França chega empolgada e como candidata maior à primeira colocação. “Essa partida será de seis pontos e não de três para nós”, usou a frase surrada o meia equatoriano Edison Méndez para revelar como estão encarando a estreia.

Eles sabem que um tropeço e o sonho de avançar já ficará comprometido. O veterano jogador, de 35 anos, serve de porta-voz do elenco do Equador. “Esse Mundial será importante para mim e para a seleção. Estamos na terra do futebol, onde se joga muito bem e oxalá possamos fazer um grande torneio”.

Méndez rasgou elogios à Suíça, mas ressaltou que têm de “roubar” pontos da rival. “É uma grande partida e precisamos dar um passo importante. Nesse jogo não podemos deixar a bola queimar nos pés. Temos de mostrar nossa capacidade”.

Suíça x Equador – Helvéticos tentam provar porque são cabeças de chave

Por Agência Futebol Interior

Brasília, DF, 14 (AFI) – Cabeça de chave do Grupo E, a Suíça tenta neste domingo, às 13 horas, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, provar que realmente tem uma seleção capacitada para fazer uma boa Copa do Mundo. Conhecida pela sua forte defesa, os suíços terão que superar o Equador que também busca a vitória.

A seleção equatoriana, por sua vez, quer passar pelo favoritismo do adversário e dar um bom passo rumo à classificação no grupo que ainda conta com França e Honduras. A partida terá cobertura do Futebol Interior com o placar ao vivo.

Favorita?

Devido a sua boa colocação no Ranking da Fifa (6ª), a Suíça se garantiu como cabeça de chave no Grupo E, porém, nunca foi uma unanimidadepor se tratar de uma seleção teoricamente de segundo escalão e por deixar para trás equipes como Holanda, Inglaterra e Itália que “apenas” compõem os grupos.

A confiança dos Helvéticos se deve também, ao fato da grande campanha nas eliminatórias europeias terminando na ponta do Grupo E e se garantindo com tranquilidade na Copa do Mundo. Contra os suíços, no entanto, pesa o fato de nunca ter conseguido ir tão longe no Mundial. Em suas melhores campanhas, atingiu as quartas de final, em 1934, 1938 e 1954.

Mas se no restante do mundo existe uma desconfiança em relação ao futebol da Suíça, isso não ocorre dentro da própria seleção. Os treinos que antecedem a estreia tem sido marcados pela descontração e pela total confiança dos jogadores. Josip Drmic, uma das principais apostas no ataque, já declarou estar “mais rápido e perigoso” do que Alexander Frei, maior artilheiro da história do país.

Já a grande estrela do time, o meia Shaqiri, não se surpreende com o assédio dos brasileiros.

“Defendo o Bayern de Munique que é um dos melhores times do mundo, não me surpreende que todos saibam que eu sou”, afirmou.

Vai surpreender?
O histórico do Equador em no futebol não é dos melhores. Apontado nas últimas décadas como possível surpresa entre as seleções de melhor qualidade, os equatorianos convivem com uma desagradável irregularidade.

Em sua terceira Copa do Mundo, a equipe tenta superar o fraco desempenho das edições anteriores, quando foi eliminado na primeira fase em 2002 e não passou das oitavas no Mundial seguinte. Em 2010, não conseguiu se classificar nas eliminatórias.

Contra os equatorianos está a irregularidade defensiva, que é constante alvo de críticas. Por outro lado, o ataque é a grande aposta para conseguir passar de fase. A dupla Valencia (Antonio e Ener), além dos perigosos Caicedo e Mendez, prometem dar muito trabalho no Mundial.

“Meu objetivo é dar o máximo em cada minuto de cada treinamento para poder fazer o meu melhor junto aos meus companheiros”, comentou Edison Mendez que disputará sua terceira e última Copa do Mundo, aos 35 anos.

FICHA TÉCNICA

SUÍÇA
Diego Benaglio;
Stephan Lichtsteiner, Johan Djourou, Von Bergen e Ricardo Rodriguez;
Valon Behrami, Gokhan Inler, Granit Xhaka, Shaqiri e Tranquillo Barnetta;
Josip Drmic.

Técnico: Ottmar Hitzfeld

EQUADOR
Domíngez;
Paredes, Erazo, Guagua e Baguí;
Castillo, Nobos, Valencia, Montero e Enner Valencia;
Caicedo

Técnico: Reinaldo Rueda

Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)

Assistentes: Abduxamidullo RASULOV (UZB) e Bakhadyr KOCHKAROV (KGZ)

Estádio: Mané Garrincha, em Brasília