Supercopa do Maranhã

Náutico tropeça e fica com o vice na Supercopa do Maranhão

Autor: Thiago Augustto

O Náutico tinha um objetivo antes do fim da pré-temporada: faturar a Supercopa do Maranhão. Missão essa que serviria para aliviar outras duas grandes pretensões do Timbu: a situação financeira, visto que, o clube campeão faturou R$ 100 mil – o vice ficou com R$ 80 mil – e também dar fim a um jejum de títulos, que já perdura há mais de 10 anos. Em contrapartida, o Sampaio Corrêa conseguiu ser melhor durante toda a partida e bateu o Alvirrubro por 1 a 0. O único gol foi marcado ainda no primeiro tempo por Válber.

Se para o Náutico vencer o Sampaio Corrêa significaria dar um ânimo para começar o Estadual, que acontece daqui a uma semana, para o time maranhense o pensamento era o mesmo. A Bolívia Querida conquistou o torneio da pré-temporada e chegará com moral para a disputa do Maranhense.

Raí e Válber infernizam a defesa do Náutico
As duas equipes começaram a partida se estudando, mas não demorou muito para o Sampaio Corrêa achar uma mina de ouro: o lado direito do Náutico e, consequentemente, o ponto forte do Tubarão, que forçava jogadas com os canhotos Raí e Válber. O primeiro, inclusive, vestiu a camisa do Timbu do ano passado, e foi responsável pela primeira boa oportunidade dos tricolores. Um belo chute que acabou batendo na trave do goleiro Júlio César. Foi o aviso.

O recado dado por Raí, que, apesar de ser lateral de origem, está atuando como um meia-esquerda no Sampaio Corrêa foi endossado por Válber. Após esse susto, o Náutico até demonstrou uma reação com Jefferson Renan, mas sem efetividade. Aos 30 minutos, dos pés da dupla de canhotos do Tubarão, a Bolívia Querida chegou ao primeiro e único gol do jogo. Raí sofreu uma falta na ponta esquerda e após a cobrança, o camisa 10 fez um gol dando um toque de costas – todo esquisito – por cima do goleiro Júlio César.

Náutico peca nas finalizações e Júlio César evita o pior
O Náutico voltou melhor para o segundo tempo, mas não foi o suficiente para empatar a partida. O Timbu até chegou mais ao gol do Sampaio Corrêa, mas esbarrou em Milton Raphael e na defensiva do Tricolor. Restou ao Sampaio administrar o resultado e responder nos contra-ataques.

Apesar da melhoria do Timbu, o time maranhense também não parou de pressionar. Em dois lances, o goleiro Júlio César evitou que o Sampaio ampliasse o placar. No primeiro lance o goleiro defendeu um chute de Válber à queima-roupa e em outro momento, o goleiro precisou se esticar todo para evitar o pior. Antes do término, o Náutico voltou a pressionar, mas não conseguiu mudar o placar, que terminou 1 a 0.

Ficha do Jogo

Náutico: Júlio César; David, Elivelton, Flávio (Diego), Gaston Filgueira; João Ananias, Bruno Alves (Guilherme), Fellipe Soutto, João Paulo (Renato), Jefferson Renan e Josimar (Piauí). Técnico Moacir Júnior

Sampaio Corrêa: Milton Raphael; Daniel Damião, Mimica, Edvânio e Willian Simões; Robson Simplício, Curuca, Gil Mineiro (Arlindo Maracanã), Raí e Valber; Robert (Edgar). Técnico: Oliveira Canindé.

Final da Supercopa do Maranhão. Local: Castelão-MA. Data: 25/01. Árbitro: Ranilton Oliveira de Souza (MA) ASSISTENTES: Carlos André Pereira Sousa (MA) e Ivanildo Gonçalves da Silva (MA)
Gols: Valber (S) aos 30 do primeiro tempo. Amarelo: Renato e Gastón (N); Gil Mineiro (S).