UFC 169

Barão nocauteia Faber e se garante como melhor do mundo nos galos

Por Direto de Newark, EUA

Independentemente de já ter enfrentado ou não o ex-campeão Dominick Cruz, Renan Barão se firmou na madrugada deste domingo como o melhor peso-galo (até 61kg) do mundo. O brasileiro lutou de forma tranquila desde o início contra Urijah Faber, número 1 do ranking de desafiantes da categoria, e derrotou o americano por nocaute técnico aos 3m42s do primeiro round para manter o cinturão. A paralisação do árbitro Herb Dean, quando Faber mal se defendia dos socos de Barão no chão, gerou reclamações do “California Kid”. O duelo foi a atração principal do UFC 169, realizado no Prudential Center, em Newark, no estado de Nova Jersey (EUA).

– É muito frustrante. Eu sou um dos caras mais resistentes do mundo. Eu levantei o polegar antes de ele parar a luta dizendo que estava bem. Herb é um dos melhores árbitros do mundo, mas eu podia lutar mais tranquilamente. Parabéns ao Renan Barão, que é um grande campeão. Vou continuar. O que eu posso fazer quando estou segurando a perna dele? O que esperavam que eu fizesse? Pulasse e dissesse “Herb, eu estou bem?”. Eu estava cobrindo a minha cabeça com uma mão, e segurando a perna de Barão com a outra. Herb é um excelente juiz, e eu não quero tirar o mérito do campeão. Se alguém merece esse título, é ele – reclamou Faber.

UFC Renan Barão e Urijah Faber (Foto: Joe Camporeale / USA TODAY Sports / Reuters)
UFC Renan Barão festeja a vitória sobre Urijah Faber na luta principal do UFC 169 (Foto: Reuters)

Barão e Faber já haviam se enfrentado no UFC 149, em julho de 2012. Na ocasião, o potiguar também venceu, só que por decisão unânime dos jurados após dominar em pé. Foi a conquista do cinturão interino da divisão, que recentemente virou linear por conta das seguidas lesões do americano Dominick Cruz.

Na madrugada deste domingo, Faber tentou um ataque logo no começo do combate e fez Barão andar para trás. O americano catou a perna, mas não conseguiu botar para baixo. Barão lançou um chute no corpo, e os dois se embolaram. O brasleiro soltou alguns socos no meio da confusão, e os dois riram da situação. Barão acertou a mão direita no rosto de Faber e deu um chute baixo. Na sequência, ele encaixou um direto no queixo e conseguiu o primeiro knockdown. Foi para cima, mas Faber resistiu e se levantou. Barão acertou mais um golpe potente e teve o segundo knockdown. Completamente zonzo, O americano se ergueu de novo e tomou outra direita que o levou ao chão. O campeão sentiu o cheiro da vitória e aplicou uma série de golpes na lateral da cabeça do rival. Como o americano não estava se defendendo devidamente e apenas segurava uma das pernas do brasileiro, o árbitro Herb Dean optou por encerrar a luta.

– Eu acho que fiquei surpreso com a luta. Urijah é duro e resistente, já lutei com ele uma vez, mas confio muito na minha luta e no meu boxe. Estou treinando muito forte todos os dias, fico longe da minha cidade ficando longe do meu filho e da minha família para treinar forte. Meu objetivo é andar para frente e nocautear sempre. Eu vi que tinha acertado e ele cambaleou, e aí fui para definir a luta. Depois eu o vi estirado no chão e só precisei finalizar a luta. Um alô para o bairro das Quintas e para a galera do Rio de Janeiro e minha família. Eu avisei que se a mão pegasse no queixo ele ia descer. A mão tá ficando boa – disse o campeão.

Foi a vitória de número 32 em 34 lutas para Renan Barão, que tem apenas 26 anos. As outras duas foram uma derrota, no primeiro combate da carreira dele, e um “no contest” (luta sem resultado). Foi também a vitória consecutiva de número 22. Já Faber, de 34 anos, sofreu a sétima derrota em 37 combates e teve interrompida uma sequência de quatro triunfos. Ele perdeu a terceira chance de conquistar o cinturão dos galos do UFC.

José Aldo mantém o título dos penas com atuação cerebral contra Lamas

Por Direto de Newark, EUA

O reinado mais longo do UFC na atualidade permanece intacto. O brasileiro José Aldo usou um plano de jogo meticuloso para derrotar o americano Ricardo Lamas por decisão unânime (triplo 49 a 46) no coevento principal do UFC 169, neste sábado em Newark, EUA, e se manter como campeão mundial dos peso-pena. Foi a sexta defesa de cinturão bem-sucedida do manauara dentro do Ultimate, que já detém o título da organização há 1.170 dias, desde novembro de 2010.

Aldo derrubou mais um obstáculo de forma metódica, lembrando o ex-campeão com mais tempo de reinado, o canadense Georges St-Pierre, que recentemente abriu mão do cinturão após 2.064 dias como rei. O brasileiro andou para frente o tempo inteiro, castigou Lamas alternando chutes baixos e combinações perigosas de golpes no corpo e no rosto, e ainda deu uma amostra de seu jogo de chão, derrubando o adversário duas vezes e quase conseguindo uma finalização no quarto round. O americano ainda mostrou raça e determinação até o fim da luta, que terminou por cima, jogando golpes perigosos no ground and pound que não deixaram os brasileiros comemorarem antes do soar do gongo final.

– (Ele me surpreendeu) Bastante. Ele sentiu bem os golpes, mas ele é um grande lutador. Ele fez por merecer. (O que mais me impressionou foi) A garra dele. Eu sabia que ele iria aguentar os cinco rounds, mas eu estava bem – afirmou José Aldo ao final da luta.

UFC José Aldo e Ricardo lamas (Foto: Joe Camporeale / USA TODAY Sports / Reuters)
José Aldo acerta golpe em  Ricardo Lamas no UFC 169 (Foto: Reuters)

Filho de um cubano com uma mexicana, Ricardo Lamas honrou suas origens ao entrar na arena ao som da música “De México a La Habana”, da banda La Sonora Santanera. Com expressão séria, caminhou compenetrado em direção ao octógono, mas se soltou e balançou um pouco ao som da canção enquanto os inspetores da comissão atlética checavam se estava tudo certo com ele. José Aldo veio em seguida, com o habitual aviso: “We’re gonna run this town tonight” (“Vamos comandar esta cidade hoje à noite”), refrão de “Run This Town”, de Rihanna. Vestido com uma camisa em que tinha a foto da filha Joana, o brasileiro disparou em direção ao octógono e entrou pisando com o pé direito, direto ao córner vermelho, onde se concentrou na missão, sempre olhando para baixo. No momento do anúncio dos lutadores, ficou claro que a torcida no Prudential Center estava do lado de José Aldo.

– Uh, vai morrer! – gritou o público.

UFC José Aldo e Ricardo lamas (Foto: Joe Camporeale / USA TODAY Sports / Reuters)
Aldo, aclamado vencedor: cinturão mantido pela
sexta vez (Foto: Reuters)

Foi um primeiro round de estudo e tensão. Lamas deu o primeiro golpe: um chute na perna. Aldo, porém, manteve o centro do octógono e ganhou confiança aos poucos. Seus primeiros golpes foram um gancho de esquerda e um direto. O campeão estava ainda se soltando. Logo depois, conectou um jab no corpo. O brasileiro andava para frente, forçando Lamas a se mover lateralmente. O americano jogou chutes altos e pisões laterais, mas Aldo desviava todos. A primeira mostra de poder veio com uma sequência de jab, gancho e chute baixo. Um chute rodado de direita entrou no meio do tranco. Lamas tentou um chute baixo e Aldo marcou, o desequilibrou e partiu para cima, mas o desafiante se recuperou. O brasileiro conectou mais um direto de direita em resposta a um chute alto e apertou o ritmo no fim do round, com golpes no corpo e em cima. Lamas tentou dois chutes rodados que passaram no vazio, e Aldo terminou com uma joelhada voadora e bons socos por cima.

Lamas começou o segundo round tentando mover mais a cabeça e o corpo e acertou um chute alto na guarda de Aldo. O brasileiro continuava cercando-o. Um jab de Lamas entrou. Todavia, quando ele soltou um chute baixo, levou um direto e uma resposta ainda mais forte embaixo, o que se tornaria uma tendência durante a luta. Lamas tentava chutes altos e no meio, mas o brasileiro desviava mais rápido. O manauara soltou uma ótima combinação de três golpes no corpo. Um overhand de Lamas chegou perigosamente no rosto de Aldo, mas o brasileiro contragolpeou com ainda mais perigo. Outro chute de Aldo por fora quase derrubou Lamas. Ele seguiu apostando nos chutes e ia minando as pernas do adversário. Lamas tentava chutes altos e rodados, mas Aldo estava ligado na sua maldade. Nos minutos finais, Aldo acertou um gancho e um upper que Lamas sentiu. Um chute rodado passou no vazio. Ao final do segundo round, os treinadores de Lamas já usavam sacos de gelo na perna esquerda do americano.

Lamas começou o terceiro round com um pisão frontal no corpo. Ele parecia mais confiante e tentou chutes baixos. Aldo, porém, continuava em sua cara, dando jabs e chutes na perna da frente. Lamas tentou um chute alto e levou outro. Uma sequência de chute baixo e direto balançou o americano. Como um tubarão, o brasileiro sentiu “sangue na água”, mas Lamas se recuperou. Mais um chute baixo fez Lamas girar 360º. Lamas chutava e Aldo já tinha a resposta pronta: jab e chute baixo. Um overhand também entrou com perigo. O brasileiro conectou golpe no corpo e chute de direita forte contra a grade. Lamas não encontrava o brasileiro com seus chutes altos e diretos. O brasileiro acertava seus diretos de direita sempre que os jogava. Lamas tentou trocar e chutar de esquerda, mas o brasileiro também desviou.

UFC José Aldo e Ricardo lamas (Foto: Joe Camporeale / USA TODAY Sports / Reuters)
Ricardo Lamas deu trabalho, mas não foi páreo para José Aldo (Foto: Reuters)

No intervalo do terceiro para o quarto assalto, o córner de Lamas confiava que Aldo estava cansado. O brasileiro, porém, logo mostrou que ainda tinha poder em seu chute de direita. Lamas não perdeu tempo: foi para o single leg e empurrou Aldo contra a grade. O manauara, todavia, mostrou excelente defesa de queda: mesmo erguido por Lamas, fez peso sobre o adversário e permaneceu em pé.  Ele logo inverteu a posição na grade e ainda conseguiu quedar Lamas, fazendo um gancho com a perna direita. No chão, Aldo pressionou para passar à montada, enquanto o desafiante fugia o quadril para fazer guarda. Na meia-guarda, Aldo desferiu golpes curtos no corpo, sem muito impacto. Lamas tentou travá-lo e acabou cedendo as costas. O brasileiro fechou o triângulo na linha de cintura e fechou um mata-leão, mas não obteve o encaixe perfeito abaixo do queixo. Lamas conseguiu escapar e saiu preso à perna de Aldo, tentando um single leg. O americano pressionou Aldo contra a grade, mas não conseguiu derrubá-lo antes do fim do round.

Atrás nos cartões de pontuação, Lamas acertou dois bons chutes no corpo no início do último round. Quando tentou um overhand, Aldo clinchou e derrubou. Por cima, dentro da guarda, foi soltando golpes curtos no corpo. Ao lado de seu córner, Lamas ouvia as instruções e tentou escalar a guarda. Aldo, porém, mostrou seu pedigreé no jiu-jítsu, no qual é faixa-preta, e passou à montada, onde castigou Lamas com golpes curtos no rosto. O americano, todavia, usou a grade para raspar o brasileiro e caiu dentro de sua guarda. A torcida sentiu o momento virar e começou a fazer barulho. Aldo travava as mãos de Lamas e tentou explodir para sair de baixo, mas levou uma cotovelada perigosa. Lamas fez postura e tentou atacar de cima para baixo no ground and pound, mas o brasileiro se desviava bem. Uma cotovelada entrou com perigo com cerca de 50s restando. Aldo, porém, trouxe o corpo de Lamas para si, o abraçou e travou seu ímpeto. O americano se livrou e terminou a luta golpeando por cima, mas foi insuficiente. O cinturão continua no Brasil.

Barão e Aldo colocam cinturões do Brasil no UFC em jogo neste sábado

Por Direto de Newark, EU

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Desde que o Ultimate montou seu “circo” em Newark no início da semana para a realização doUFC 169, torcedores e jornalistas americanos não perdem a oportunidade de provocar os fãs brasileiros de MMA sempre que se encontram. “Estão preparados para voltar para o Brasil sem nenhum cinturão do UFC?”, eles dizem. É este cenário que Renan Barão e José Aldo enfrentam no Prudential Center neste sábado. Os dois companheiros de equipe na Nova União são os últimos representantes da pátria que ainda detêm cinturões da organização, e derrotas para os americanosUrijah Faber e Ricardo Lamas, respectivamente, deixariam o Brasil sem um campeão do Ultimate pela primeira vez desde 14 de outubro de 2006, data em que Anderson Silva conquistou o título dos pesos-médios.

MMA - UFC encaradas Media Day - José Aldo e Renan Barão camisas Futebol Americano (Foto: Evelyn Rodrigues)
José Aldo e Renan Barão: companheiros de equipe são esperanças do Brasil no UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)

Os americanos, porém, terão uma missão monumental para deixar os brasileiros de mãos abanando. Entre José Aldo e Renan Barão, são apenas duas derrotas em 57 lutas, e ambos pretendem manter suas impressionantes sequências invictas intactas neste sábado.

O UFC 169 terá transmissão ao vivo com exclusividade do canal Combate, a partir de 21h30m (horário de Brasília). O Combate.com acompanha o evento inteiro em Tempo Real com imagens, vídeos e informações exclusivas direto de Newark, e exibe em vídeo ao vivo a primeira luta do card preliminar, entre os pesos-meio-médios Neil Magny x Gasan Umalatov.

Dono do pedaço

Após a queda do “Spider” diante de Chris Weidman e do hiato de Georges St-Pierre nos pesos-meio-médios, José Aldo se tornou o campeão com o reinado mais longo do UFC na atualidade: ele tem o cinturão dos pesos-penas desde 20 de novembro de 2010. A rigor, o manauara é campeão desde 18 de novembro de 2009, quando conquistou o título do WEC, evento que foi extinto e absorvido pelo UFC no ano seguinte. Somando suas lutas em ambas as organizações, “Scarface” defendeu seu título sete vezes, e ganhou uma aura de invencibilidade que lembra a que Anderson Silva tinha quando campeão dos pesos-médios.

José Aldo encarada UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)
José Aldo é campeão do UFC há mais de três anos e não perde desde 2005 (Foto: Evelyn Rodrigues)

Do outro lado do cage, todavia, estará um homem com a mesma seriedade e força mental de Weidman: Ricardo Lamas, filho de um cubano que enfrentou o regime de Fidel Castro. Ele diz que deve a vida ao Brasil, já que seu pai escapou da ilha caribenha através da embaixada brasileira, e terá no córner os treinadores brasileiros César Carneiro e Daniel Valverde. Nada disso, porém, o fará aliviar para José Aldo. Lamas vem de quatro vitórias seguidas, três delas por nocaute ou finalização, e todas sobre lutadores de alto nível da categoria. Ele fez campanha por uma oportunidade de disputar o cinturão por meses, e não vai deixá-la escapar.

– Vou lutar como eu mesmo. Não vou deixá-lo implementar seu jogo, vou manter a pressão sobre ele, encurtar a distância e lutar no meu estilo – afirmou Lamas.

Sem conhecer uma derrota desde 2005, José Aldo está preparado para mais um desafio.

– Acho que o brasileiro pode confiar tanto em mim quanto no Renan pelo fato de a gente treinar todo dia duro na academia, procuramos sempre estar melhorando para chegar lá dentro e vencer a luta. Nisso que eles têm que acreditar, têm que estar na torcida, pois vai dar tudo certo – prometeu o campeão dos pesos-penas.

Validando o cinturão

Se Aldo é o campeão mais antigo do UFC, Barão é o mais novo. A luta deste sábado deveria ser para unificar os cinturões do peso-galo, mas uma lesão tirou de ação o ex-campeão linear, Dominick Cruz, e o brasileiro acabou promovido de campeão interino a campeão absoluto em 6 de janeiro deste ano. Ele já havia defendido o título “suplente” duas vezes, mas agora faz sua primeira defesa de cinturão oficial. Do outro lado, estará justamente o homem que Barão derrotou para conquistar a posição de campeão interino: Urijah Faber, que substituiu Cruz no evento.

Será um Faber diferente que Barão vai encontrar em Newark. O “Garoto da Califórnia” venceu quatro lutas consecutivas em 2013 e pareceu melhor do que nunca. Um dos lutadores mais populares dos EUA, o atleta da equipe Alpha Male também luta contra o estigma de vice-campeão: desde que perdeu o cinturão dos pesos-penas do WEC, em 2008, amargou quatro derrotas em combates valendo títulos.

– Apesar de eu considerar que ainda tenho as mesmas habilidades, acho que sou um lutador melhor. Tive um 2013 muito ativo, treinei continuamente e consegui desenvolver ainda mais o meu jogo em todas as áreas. A vinda do Duane Ludwig para o Alpha Male também ajudou muito no meu camp, consegui ampliar o meu desempenho e criar essa sinergia que me trouxe de volta à briga pelo título. Também estou mais empolgado com essa luta. Agora o momento é outro. Chegou a minha vez de ser campeão do UFC – declarou Faber nesta semana.

Renan Barão e Faber encarada UFC 169 (Foto: Evelyn Rodrigues)
Renan Barão quer dar a Urijah Faber seu quinto vice-campeonato consecutivo (Foto: Evelyn Rodrigues)

Se o americano vem de quatro vitórias seguidas, o brasileiro vem de 31, de acordo com o site especializado “Sherdog” (o UFC contabiliza 33 triunfos na carreira do potiguar). Renan Barão não sabe o que é uma derrota desde sua primeira luta profissional, em 2005. Sua simplicidade o ajuda a ignorar a pressão por uma vitória no dia seguinte ao seu aniversário de 27 anos de idade. Ele só pensa em calar a boca de Faber mais uma vez.

– Acho que quem tem boca fala o que quer. Ele está com muita força de vontade, mas lá em cima o cinturão é meu. Não tem outro pensamento. O cinturão é meu e ninguém vai tirar de mim – exclamou Barão.

Esperanças brasileiras nas preliminares

O UFC 169 tem ainda mais dois brasileiros em ação. Na última luta do card preliminar, o peso-leve manauara Alan Nuguette defende uma invencibilidade de 11 lutas como profissional e pode dar um grande salto na carreira contra o canadense John Makdessi, nocauteador que vem de três vitórias seguidas pelo Ultimate. O card principal tem o paranaense John Lineker em ação contra o russo Ali Bagautinov, numa luta que pode valer uma disputa de cinturão nos pesos-moscas. Outro destaque do evento é o duelo entre os pesos-pesados Frank Mir, ex-campeão do UFC, e Alistair Overeem, ex-campeão do K-1, Strikeforce e Dream. Ambos vêm de sequências negativas e precisam da vitória para garantirem seus empregos. Confira o card completo:

UFC 169
1º de fevereiro de 2014, em Newark (EUA)
CARD PRINCIPAL
Peso-galo: Renan Barão x Urijah Faber
Peso-pena: José Aldo x Ricardo Lamas
Peso-pesado: Frank Mir x Alistair Overeem
Peso-mosca: John Lineker x Ali Bagautinov
Peso-leve: Jamie Varner x  Abel Trujillo
CARD PRELIMINAR
Peso-leve: John Makdessi x Alan Nuguette
Peso-mosca: Chris Cariaso x Danny Martinez
Peso-médio: Nick Catone x Tom Watson
Peso-leve: Al Iaquinta x Kevin Lee
Peso-médio: Clint Hester x Andy Enz
Peso-leve: Tony Martin x Rashid Magomedov
Peso-meio-médio: Neil Magny x Gasan Umalatov