Uruguai derrota a Nigéria e dá grande passo para chegar à semifinal

O Uruguai se recuperou da derrota para a Espanha na estreia da Copa das Confederações. Diante da Nigéria, nesta quinta-feira, na Arena Fonte Nova, conquistou um resultado importantíssimo e praticamente se garantiu nas semifinais. Com a vitória por 2 a 1, a Celeste enfrenta o Taiti na rodada final. Inicialmente, precisa fazer um placar maior que o feito pelas Águias contra o taitianos (6 a 1) para depender somente de si. Mas pode se garantir no favoritismo da Fúria, próximo adversário dos africanos.

A partida era praticamente uma final. A vitória era garantia praticamente certa de classificação para a semifinal. Por isso, se esperava uma partida brigada, tensa. E foi o que houve. A Nigéria jogou um pouco mais solta que o Uruguai, que parece ainda não ter encontrado o encaixe ideal. Nem a volta de Diego Forlán ao time titular surtiu efeito. Não houve um bom diálogo dele com os companheiros de ataque, Suárez e Cavani.

Mesmo assim, foi o Uruguai que saiu na frente. Aos 18 minutos, Forlán cruzou até sem força, mas a bola percorreu toda a área – ainda passou por Cavani, que furou – e chegou em Diego Lugano, que tocou para o gol. Placar que não era justo àquela altura. A Nigéria era mais ofensiva e levava mais perigo no ataque. Não conseguiu, porém, furar a meta de Muslera.

A Nigéria não desistiu. O futebol continuou solto e ofensivo. Conduzido pelos habilidosos Mikel e Musa, o time continuou em cima, buscando o empate. E o gol veio trazendo justiça ao placar aos 37 minutos. Obi Mikel, do Chelsea, recebeu na entrada da área e deu um belo drible no marcador. Livre, ele teve categoria para finalizar, tirando do goleiro Enyeama. Festa da torcida baiana, que elegeu a seleção nigeriana para torcer.

No segundo tempo, a proposta da Nigéria permaneceu a mesma. O time partiu para cima e com poucos segundos já desperdiçou uma oportunidade. Mas o Uruguai usou da experiência. Mais, usou do poder do seu trio de estrelas. Aos 5, Cavani puxou o contra-ataque e tocou para Suárez, que serviu Forlán. A finalização foi mortal. Enfim, o encaixe entre os três jogadores ofensivos que a equipe tanto precisava. Celeste na frente: 2 a 1.

Jogar nos contra-ataque foi a tônica do jogo para o Uruguai. A Nigéria abusava da ofensividade, mas não criava chances reais de gol. A defesa uruguaia conseguiu se sobrepor a praticamente todas as investidas dos africanos. Ficou claro que faltou à equipe um jogador que definisse no ataque, já que Mikel e Musa caíam bem pelos lados do campo, criando as jogadas.

O Uruguai foi copeiro. Continuou usando a experiência. Com a vantagem no placar, se fechou atrás e quando foi necessário – praticamente durante toda a segunda metade da etapa final – se defendeu com os 10 jogadores de linha. O técnico Oscár Tabárez ainda complementou a defesa com a entrada do zagueiro Coates na vaga de Suárez. A essa altura, a Celeste já havia aberto mão até dos contra-ataques. A retranca funcionou e a vitória foi garantida com muito suor.

Ficha do jogo

Uruguai
Muslera; Lugano, Godín e Martín Cáceres; Maxi Pereira, Arévalo Ríos, Cristian Rodriguez (Alvaro Pereira) e Álvaro González; Diego Forlán, Cavani e Luís Suárez (Sebastian Coates). Técnico: Oscar Tabárez

Nigéria
Enyeama; Ambrose, Oboabona, Omeruo e Echiejile; Ogude, Obi Mikel e Ogu (Mba); Oduamadi (Babatunde), Musa e Ideye (Akpala). Técnico: Stephen Keshi

Estádio: Arena Fonte Nova. Árbitro: Bjorn Kuipers (HOL). Assistentes: Sander Van Roekel (HOL) e Erwin Zeinstra (HOL). Gols: Lugano, Mikel, Forlán. Cartões amarelos: Akpala, Babatunde (N), Lugano e Coates (U). Público: 26.769. Renda: R$ não divulgada.

Alexandre Barbosa – Diario de Pernambuco

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